O Coletivo Cinefusão surge, no final de 2008, a partir da iniciativa de trabalhadores de diversas áreas - cinema, jornalismo, publicidade, artes cênicas, filosofia, arquitetura, fotografia -, empenhados em criar primeiramente uma rede colaborativa que pudesse dar conta da junção dessas linguagens e também da possibilidade de abarcar potencialidades em busca de produção artística independente, mas também de reflexões concretas acerca da sociedade. É principalmente sobre este último pilar de atuação política, que o grupo vem, atualmente, pensando o cinema, sempre vinculado a outras expressões artísticas e movimentos sociais.

sábado, 22 de janeiro de 2011

"Todo artista tem de ir aonde o povo está"

Há pouco postei um informe sobre o teatro itinerante da Cia Antropofágica (http://cinefusao.blogspot.com/2011/01/karroca-antropofagica-teatro-itinerante.html), e acabei por lembrar de uma música do Milton Nascimento e Fernando Brant "Nos bailes da vida" que fala exatamente sobre isso. O teatro itinerante, a presença do artista - ou ainda trabalhador da arte - com seu público e sobretudo no espaço público, é uma questão fundamental para nossa sociedade, ainda mais se tratando de São Paulo, onde o progresso parece superar o ser humano, este cada vez mais brutalizado. Levar o teatro, a arte "aonde o povo está" não se trata apenas de um recurso estético ou de choque por algo atípico, incomum, mas uma forma de rediscutir o espaço público para a arte e sobretudo para aqueles a quem pertence, o povo.


Um comentário:

  1. bela canção! Redefinir o espaço público é agir contra a barbárie.

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