O Coletivo Cinefusão surge, no final de 2008, a partir da iniciativa de trabalhadores de diversas áreas - cinema, jornalismo, publicidade, artes cênicas, filosofia, arquitetura, fotografia -, empenhados em criar primeiramente uma rede colaborativa que pudesse dar conta da junção dessas linguagens e também da possibilidade de abarcar potencialidades em busca de produção artística independente, mas também de reflexões concretas acerca da sociedade. É principalmente sobre este último pilar de atuação política, que o grupo vem, atualmente, pensando o cinema, sempre vinculado a outras expressões artísticas e movimentos sociais.

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quinta-feira, 10 de março de 2011

Na França, Kassab é surpreendido por protesto



São Paulo – Solidários aos ativistas contrários ao aumento da tarifa de ônibus em São Paulo, um grupo de manifestantes aproveitou a visita oficial do prefeito Gilberto Kassab (DEM) a Paris para protestar em frente à entrada da Feira Internacional dos Profissionais do Setor Imobiliário.
A manifestação ocorreu na terça-feira 8. Nesta quarta 9, Kassab apresentou na feira dois projetos, o Nova Luz e o Centro de Convenções que pretende construir em Pirituba, conhecido como Piritubão.
Na capital paulista, manifestantes foram às ruas em uma série de manifestações contra o aumento da tarifa de R$ 2,70 para R$ 3. A última passeata reuniu 1.500 pessoas e percorreu a Avenida Paulista, caminhando depois para o centro da cidade, sede da Prefeitura. Na quinta-feira 10,  o movimento promete fazer um ato diante da residência de Kassab (DEM), com concentração na frente do Shopping Iguatemi a partir das 17h.
*Matéria publicada originalmente na Rede Brasil Atual

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Estado, O Frankenstein da Criatura, Polícia



Quisera eu escrever esta modesta resenha por conta de uma revolta da criatura: Polícia, contra seu criador: Estado; e que de fato representasse uma mudança efetiva em nosso chamado sistema.

Entretanto, a história é outra, e, infelizmente, menos próxima do romance clássico e, pioneiro da literatura ocidental de horror: "Frankenstein".


Nesta quinta, 17/02/2010, aconteceu a "6ª grande manifestação contra o aumento da tarifa de ônibus". O cenário era promissor, já que o movimento de saltos qualitativos substanciais na luta, como a participação do movimento na audiência pública, no sábado(13), com presença do secretário de transporte.

Ainda sim, e mantendo sua reputação, a polícia reprimiu mais uma vez o movimento, com bombas de efeito moral, spray de pimenta, balas de borracha, etc... Mas o que surpreendeu, - já que virou praxe a "bossalidade" de nossos defensores contra nós mesmos -  dessa vez, foi que  a repressão atingiu direta e literalmente os vereadores do PT  Antonio Donato e José Américo, que acompanhavam a manifestação, além da imprensa, como foi o caso de um dos fotógrafos da Folha:

Não estou entrando na questão partidária, mas de certa forma, os vereadores, independente de sua propostas ideológicas, numa concepção comum, e num sistema onde há o estado, são representantes dele, assim como, indiretamente, a imprensa - "grande imprensa". Quando algo criado pelos objetos citados - Imprensa e Estado -, se volta contra seu criador, a quem deve proteger a todo custo, isso no mínimo afeta o movimento pacifico e linear de nosso sistema, provocando uma ruptura em nosso cotidiano. 

Claro, isso seria 'interessante' se não fosse por conta de um engano durante a insaciável empreitada desses defensores da ordem. Provavelmente, tomado pela adrenalina de espancamento dos manifestantes acabaram por, sem medir consequências, acertando os vereadores e imprensa - apesar que mesmo depois de se identificarem, ainda foram agredidos por um dos policiais.


Isso só não é uma inversão da consciência de explorado, como, pelo contrário, é a efetivação da criatura polícia, como lacaio do criador Estado, não só contra aqueles que lutam para que ele se acabe, mas também afim de eliminar também com aqueles que representam o micropoder dentro da própria instituição.  

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Ato contra o aumento da tarifa do ônibus NO TEATRO MUNICIPAL, HOJE! QUINTA!


FONTE: MOVIMENTO PASSE LIVRE

A passagem de ônibus em São Paulo atingiu neste começo de janeiro o absurdo patamar de R$ 3,00 - a mais cara do Brasil. Não há como ficar calado frente a um aumento muito superior à inflação, que ocorre apenas um ano depois do último e em benefício exclusivo dos empresários do setor.


Ao longo do último mês, ocorreram quatro grandes atos de rua em protesto a esse aumento. No primeiro, a polícia reprimiu os mil manifestantes que caminhavam pacificamente. Não nos calamos: nas semanas seguintes, sucessivos atos reuniram em média cerca de 4 mil pessoas. No último, pouco mais de mil manifestantes partiram do Masp e, quando a passeata chegou na Prefeitura, estava três vezes maior.

Ou seja, movimento não parou de crescer. E agora que voltam as aulas, podemos levar ainda mais estudantes para as ruas. Atue contra o aumento em seu colégio!

VAMOS BARRAR ESSE AUMENTO!! AMANHÃ VAI SER MAIOR!

Em Florianópolis, a população mobilizada e organizada nas ruas conseguiu reverter dois aumentos nas tarifas de ônibus. O mesmo 
aconteceu em Vitória. Agora vamos repetir o feito em São Paulo!

Concentração em frente ao Teatro Municipal (prox. ao metrô Anhangabaú e ao Term. Bandeira), às 17h.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Rebelar-se é permitido e o estado garante isso. 27/01/2011 Manifestação contra o aumento da tarifa de ônibus

Fotos de Danilo Santos - Coletivo Cinefusão


Gostaria de deixar uma coisa clara sobre o post: talvez, por deficiência minha, de propor um texto irônico, talvez dialético, tenha deixado abertas contradições das quais não eram minha intenção deixar, sequer, subentendido. Como por exemplo a suposta crítica ao movimento passe livre, que são os principais motivadores dessas manifestações. Dessa forma gostaria de deixar claro que se alguém fez essa associação, peço desculpas pela minha incompetência ao fazer o texto, não faria sentido criticar este coletivo, já que, na minha visão, são eles que buscaram e continuam buscando força para que os atos aconteçam e tenho certeza que são eles que estarão em situações similares - falo no sentido de organização, claro que não desconsidero as centenas de pessoas que estão nas ruas lutando - quando forem necessárias, assim como tenho acompanhado há tempos. É fácil para muitos  que não participaram da concepção e do ato em si, criticarem este coletivo, e é por isso que queria deixar claro que entendo o passe livre como um movimento integro, fiel e coerente ao seus princípios mas que acima de tudo luta por aqueles que estão a sua volta e por isso muitas vezes devem recorrer a ações e formas que são referentes a muitas outras pessoas que também lutam pela causa mas não compartilham dos ideais. Como é o exemplo de negociações e etc. das quais, acredito não serem vontades do grupo, mas uma necessidade que vem de outros grupos de pessoas presentes nas ações, nesse caso contra o aumento.

Peço desculpas se em algum momento resvalei numa crítica ao movimento, ao contrário, enquanto tiver pessoas assim, são essas que quero ajudar, ser ajudado, estar ao lado e disseminar.



Segue o post original:


A manifestação contra o aumento da tarifa de ônibus, hoje, em São Paulo, contou com cerca de mil pessoas e foi do teatro municipal até a camara municipal.

Apesar da força dos cidadãos-manifestantes, e de não ter acontecido repressão por parte da polícia, ficou claro, ainda sim, e infelizmente, - e que não é nenhuma novidade - que 'rebelar-se é permitido', e sim nosso prefeito nos permite isso - sim, estou sendo irônico. 

Me impressionou, negativamente,o 'apoio' policial à manifestação, já que outrora esses tão simpáticos defensores da ordem não eram lá tão cordiais - mas no final das contas é a função deles: responder aos estímulos superiores, bom, deixemos a complexa definição de polícia para outra hora. 



Enquanto nos mantemos como uma massa amorfa, e nos permitimos não ser radicais, não modificamos o iníquo cotidiano  empurrado por nossa garganta. 

Logo, para os poderosos e seus cães de guarda, uma passeata, guiada e negociada pelos mesmos, de algumas centenas de cidadãos, pode, daqui há um tempo, se tornar uma espécie de data comemorativa.


Mais fotos da manifestação:






  

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Amanhã vai ser maior! - Dia 27/01/2011 nova manifestação contra o aumento da tarifa de ônibus



Assim como a educação, saúde, cultura, acredito que muitas das pessoas que lutam pelo não-aumento da tarifa de ônibus, estão na verdade lutando por algo muito mais amplo que os R$ 3,00 da tarifa de ônibus, estão lutando contra a tendência de um sistema cada vez mais perverso, que é tornar absolutamente tudo mercadoria.

Nossos ônibus, além de lotados, bancos apertados, muitos e muitos que não funcionam de madrugada, são construídos sob carcaças de caminhão o que faz entender o sua altura e impossibilidade de transporte de qualidade para cadeirantes, por exemplo.

Enquanto continuarmos coniventes com decisões cada vez mais, contraditórias, afastadas do povo referente a tudo àquilo que lhe é diretamente relacionado, viveremos como uma massa amorfa, onde o pensamento não-coletivo, nos anulará as individualidades, confundidas hoje com individualismo.


A concentração será em frente ao teatro municipal de São Paulo, ao lado do metrô Anhangabaú 


Quinta-feira, dia 27/01/2011 às 17h.


sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

4000 na Paulista - Manifestação contra o aumento da tarifa ônibus(20/01/2011)

Fotos de Danilo Santos - Coletivo Cinefusão



Aproximadamente, 4000 pessoas estiveram hoje na avenida Paulista, em São Paulo, em protesto contra o aumento da tarifa de ônibus, segundo o movimento passe livre.

Houve pouca repressão policial, apesar de provocações dos soldados da PM contra alguns cidadãos que estavam em passeata, como cotoveladas 'afim de manter os manifestantes na faixa em que lhes cabiam ficar'. 

O movimento contra o aumento superou a expectativas e promete ser ainda maior no dia 27, próxima quinta-feira.






sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Estamos aqui para manter a ordem! - Manifestação contra o aumento da tarifa de ônibus

Esse foi o "pequeno" confronto com a polícia. 



Fonte do Video: Página de Carlos Latuff - Youtube 

Ao contrário do que anunciava a grande imprensa, o confronto que chamava de 'pequeno' teve proporções um pouco maiores.


Ainda me assusta - É! O hábito ainda não me calejou - a dedicação desses homens para nem sabem o que.


No final do video abaixo, tive de parar de filmar, porque um dos policiais apontou para mim, ordenando aos outros que atirassem, e foi o que fizeram.


Chega a ser engraçado as discussões que são geradas pós esses conflitos, sempre com teor ideológico e nunca baseado nos fatos. Nunca precisei ser nenhum teórico para entender que esses caras, sejam lá o motivo pelo qual escolheram ser policiais, não estão e nunca estiveram aí para proteger a mim ou as pessoas no vídeo. E também não estou entrando no mérito de treinamento, salário ou seja lá o que for. Até porque para reprimir uma manifestação contra o aumento da tarifa de ônibus se mostraram dispostos, armados e não pareciam tão mal treinados assim.  

E também não quero cair somente numa vitimização do movimento e demonização dos policiais, é claro que esses homens são explorados e desprovidos de qualquer ideologia - que é mais assustador, pois trabalham como cães que num grito se põem a ladrar e perseguir seus iguais -, mas no momento prefiro não discorrer sobre o assunto, não é o objetivo. Em posts anteriores, se interessar, deixo mais claro meu ponto de vista sobre as instituições "Polícia";"Tráfico";"Estado":


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Video de Danilo Santos - Coletivo Cinefusão