O Coletivo Cinefusão surge, no final de 2008, a partir da iniciativa de trabalhadores de diversas áreas - cinema, jornalismo, publicidade, artes cênicas, filosofia, arquitetura, fotografia -, empenhados em criar primeiramente uma rede colaborativa que pudesse dar conta da junção dessas linguagens e também da possibilidade de abarcar potencialidades em busca de produção artística independente, mas também de reflexões concretas acerca da sociedade. É principalmente sobre este último pilar de atuação política, que o grupo vem, atualmente, pensando o cinema, sempre vinculado a outras expressões artísticas e movimentos sociais.
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quinta-feira, 14 de março de 2013
terça-feira, 5 de março de 2013
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
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sábado, 7 de janeiro de 2012
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
terça-feira, 1 de novembro de 2011
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Chico Buarque fará pocket show online nesta quarta-feira, às 15h
FONTE:http://www.omelete.com.br/musica/chico-buarque-fara-pocket-show-online-nesta-quarta-feira-15h/
Watch live streaming video from chicobastidores at livestream.com
Chico Buarque está mesmo investindo na divulgação online para seu novo disco. Nesta quarta-feira, 20 de julho, às 15h, o músico fará um pocket show que será apresentado por live streaming na Internet, pelo site Chico Bastidores.
Entre as músicas que serão apresentadas no show está "Sinhá", segunda parceria de Buarque com João Bosco, que faz parte do disco de inéditas Chico.
A apresentação marca o fim da campanha de divulgação do disco pelo site Chico Bastidores, em que aqueles que comprassem o álbum em pré-venda tiveram acesso a conteúdo exclusivo, como vídeos da gravação, documentários, galeria de fotos, além do privilégio de ouvir as músicas novas em primeira mão.
O novo álbum, primeiro em cinco anos, chega às lojas nesta quarta-feira, pelo selo Biscoito Fino.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
"A vida é sonho"
Sem dúvida, uma das canções mais impressionantes de Chico Buarque. Não tenho certeza da confiança da fonte, mas esta canção é, possivelmente, inspirada na peça " A vida é sonho", de Calderón de La Barca.
Merece um ensaio!
sábado, 9 de julho de 2011
Crônica De Um Niilista Qualquer
Qualquer semelhança com a realidade é apenas uma certa propensão a destruí-la
Não se podia chamar de corriqueiro, e talvez algum ecochato diria
ser a resposta da natureza contra o homem. De qualquer forma, naquela
noite, o frio me rachava os lábios, lacrimejava o olhos, nunca o
havia sentido de tal forma em São Paulo.
Calças jeans, meias grossas, um par de tênis velho e apertado,
cachecol em volta do pescoço, mas ele ainda me penetrava.
Andava pela paulista, em direção a Vila Madalena, ponto comum e
destino inevitável de classe média, média alta, que oscila entre a
vontade de mudar o mundo, e o conforto do apartamento de dois ou três
quartos, e um de empregada. Entrementes, a noite não parecia
encaminhar a mais bela poesia de Chico Buarque, mas o mais “sujo”
conto de Loyola de Brandão.
Mas naquela noite, não saí. Voltei para as casa de meu pais, onde a
região oscila de forma diferente, entre a felicidade de comprar um
carro, uma TV de plasma em setenta vezes, de agregar um
nordestino à família a quem dará trabalho e assim fará
parte do progresso e da erradicação da miséria; e o hino de todo
escravinho feliz “eu só quero é ser feliz, andar
tranquilamente na favela em que eu nasci, e poder me orgulhar,
e ter a consciência que o pobre tem seu lugar.
A única coisa que queria naquela noite, aparentemente, era chegar em
casa, comer algo – sem fome -, olhar algo na internet, ver um filme
qualquer, ler um texto de dois mil anos atrás, e dormir mal, o que
costumeiramente fazia, lamentando os males do mundo. Ainda olhei para
o teto durante um bom tempo – escutei alguma coisa andar pelo
assoalho, pode ser um rato? -. Meu corpo morto, e o pior de tudo, a
sensação de ser um estorvo, um erro, torto, ou simplesmente um
babaca entre a casa dos pais e estadias nas casas de
amigos.
Naturalmente, isto me assustava. E como um bom
aprendiz de junkie, me “entreguei à vida”, sob um dos mais
odiosos clichês: “viver intensamente”. Só que “viver
intensamente”, inevitavelmente, o torna escravo de sua própria
liberdade, de sua própria solidão. Que estupidez! - Não que eu me
arrependa, ou não, de qualquer forma isso seria mais um clichê, e
daqui pro final, tentarei parar de soltá-los.
Quanto eu,
não espalhei por aí? Quanto boca, não enfiei na minha – sem se
importar de onde vinha-?
Quanta boceta, não lambi, enquanto mandava a sociedade - e seja lá
que porra for chamada esse emaranhado de zumbis, montante de carne e
ossos ambulante – para a casa do caralho?
Sei lá, eu queria
mesmo era um apartamento, ou não. Tá tudo tão frágil, cuidadoso,
ruidoso, tudo meio mais ou menos, não grita nem cala.
Houve um tempo, talvez quando também acreditava que ser humano
significava alguma coisa - essa porra toda: andar, falar, pensar,
amar, sofrer -, em que o choro de uma criança, assim como o sorriso,
me impressionava, comovia. Hoje, quando penso na possibilidade de ter
uma, tenho arrepios, me desconcerto dos pés à cabeça, saio do eixo,
calo, é meu maior medo.
Neste tempo, as coisas parecem se apresentar de uma forma um pouco mais dura, crua. É a garantia de sua vida, em detrimento de outra,
ainda que seja você. A mim, por exemplo, seria duro demais, ainda
que conseguisse “manter as duas vidas”, saber que em algum lugar
no mundo poderia haver uma parte de mim, sobre a qual não teria o
mínimo controle.
Não sou muito adepto a ligações lógicas. Já que se calcular
a intensidade que levei a vida durante um tempo, o resultado poder
ser o meu maior medo.
Talvez seja este meu medo que, junto a uma boa dose de covardia,
fizesse com que recorresse a tudo que fosse possível para que
impedisse que meu medo viesse à tona. Escolhi a clandestinidade.
Assim, se meu medo andasse por aí, ou estivesse por ascender às
coisas terrenas, não me encontraria.
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Chico Buarque pediu voto para FHC
Quanto mais o tempo passa, mais admiro a obra do Chico Buarque e tento esquecer a existência dele enquanto um "ser social". Talvez a condição para não chutar o balde de uma vez e mandar esses nossos ídolos para a casa do k... é que coloquemos eles num lugar tão alto, em tão longínqua direção, de onde conseguiremos fingir o bastante de que são perfeitos, intocáveis, e, por fim, materializar nossos desejos, sonhos de um novo manhã numa matéria morta, mas que de tão ofuscada que está pela distância, faz o maior sentido.
quarta-feira, 22 de junho de 2011
quarta-feira, 15 de junho de 2011
sábado, 21 de maio de 2011
segunda-feira, 4 de abril de 2011
quarta-feira, 16 de março de 2011
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Chico Buarque e a TV Globo
Vídeo para refletirmos sobre a série "Amor em 4 atos" que a globo vem apresentando com músicas do Chico Buarque. Algumas famílias dominando os meios de comunicação no Brasil e reproduzindo os discursos que já foram contra dominação, como forma de fingir democracia e, principalmente, bom gosto.
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