O Coletivo Cinefusão surge, no final de 2008, a partir da iniciativa de trabalhadores de diversas áreas - cinema, jornalismo, publicidade, artes cênicas, filosofia, arquitetura, fotografia -, empenhados em criar primeiramente uma rede colaborativa que pudesse dar conta da junção dessas linguagens e também da possibilidade de abarcar potencialidades em busca de produção artística independente, mas também de reflexões concretas acerca da sociedade. É principalmente sobre este último pilar de atuação política, que o grupo vem, atualmente, pensando o cinema, sempre vinculado a outras expressões artísticas e movimentos sociais.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Cineastas divulgam manifesto em Tiradentes

Um grupo de aproximadamente 50 realizadores, produtores e pesquisadores reunidos em Tiradentes lançaram um manifesto em prol do fomento à produção cinematográfica, através de política pública estimulante e que valorize a diversidade e a inclusão dos múltiplos Brasis. Segue, abaixo a carta.

CARTA
 DE 
TIRADENTES

Amanhece um novo tempo no horizonte. Novas paisagens, novas questões, novos agentes, novas imagens e sons se multiplicam por todas as regiões do país, refletindo a imensa diversidade cultural do Brasil. 

A construção de políticas públicas inclusivas, descentralizadas e transparentes – aliadas às facilidades trazidas pelas novas tecnologias de produção audiovisual – favoreceram o surgimento dessa nova realidade do cinema brasileiro. Moradores de municípios de menos de 20 mil habitantes passaram a fazer filmes através do programa Revelando os Brasis. Estivemos nas telas dos grandes festivais do mundo. Um filme brasileiro liderou as bilheterias e bateu recorde de público. Todas as vitórias pertencem ao conjunto da atividade cinematográfica e às iniciativas do poder público. Entretanto, é preciso reconhecer que, apesar das elevadas somas investidas através de políticas de renúncia fiscal, a indústria cinematográfica nacional ainda não conquistou sua independência do fomento público; que a maior parte desses recursos continuam concentrados nas mãos de poucos agentes; que nossa presença no mercado internacional é tímida frente ao potencial do setor e aos montantes investidos. 

Sabemos do lugar estratégico do cinema para o futuro do país e para sua afirmação como nação soberana. As palavras da presidenta Dilma Rousseff em seu discurso de posse apontam para esse avanço: “o caminho para uma nação desenvolvida não está somente no campo econômico ou no campo do desenvolvimento econômico pura e simplesmente. Ele pressupõe o avanço social e a valorização da nossa imensa diversidade cultural. A cultura é a alma de um povo, essência de sua identidade. Vamos investir em cultura, ampliando a produção e o consumo de nossos bens culturais em todas as regiões e expandindo a exportação de nossa música, cinema e literatura, signos vivos de nossa presença no mundo.” 

O Brasil resolveu, afinal, trilhar um caminho original e independente de desenvolvimento e soberania – um caminho fundado no crescimento econômico com distribuição de renda e inclusão social. O Brasil vive um momento histórico de ampliação de cidadania e participação democrática. Setores até então excluídos ganharam imagem e voz na cena política, tornando-se protagonista de importantes mudanças na realidade social. No campo do audiovisual, surgiram novos realizadores, muitos produzindo de forma absolutamente independente. A produção cinematográfica brasileira nunca foi tão diversa e plural como hoje. A maior parte desses filmes, no entanto, e apesar da enorme atenção que vem recebendo de prestigiados espaços da atividade cinematográfica no Brasil e no mundo – como os festivais de Tiradentes, Brasília, Cannes, Berlim, Veneza, Locarno e Rotterdam –, permanece alijada dos grandes lançamentos e das salas do circuito comercial. Felizmente, com o digital e uma gigantesca pulverização das formas de acesso aos filmes, essas obras ganharam muitas outras maneiras de existir fora do grande circuito de exibição convencional. Elas estão nos festivais, mostras, cineclubes, salas de aula, computadores, camelôs – em lugares que nem salas de cinema possuem (afinal, apenas 8% dos municípios brasileiros possuem salas de exibição). Este cinema, agora, precisa ser entendido em sua importância democratizante e simbólica. É urgente ultrapassar o bloqueio imposto por estruturas historicamente consagradas à manutenção de privilégios no acesso à produção e ao consumo dos bens culturais. Estes novos filmes já funcionam como farol da nossa cultura no intercâmbio simbólico entre os povos. Eles afirmam nosso lugar no mundo. Compreendem novos modelos de produção – muitas vezes, mais baratos. São filmes inovadores que não podem mais ser ignorados. 

É chegada a hora de questionar privilégios cristalizados e de se criar mecanismos de inclusão para que a novidade, a invenção, novos agentes e novas paisagens possam emergir no cenário audiovisual nacional. É hora de pensar a cadeia da produção e consumo cinematográficos em seu conjunto, de entender a rede de relações e a interdependência entre os diversos formatos audiovisuais. Não há como pensar o mercado cinematográfico apostando na falsa contradição entre um cinema dito comercial e outro de vocação autoral. Parte das reconhecidas dificuldades enfrentadas atualmente pela indústria audiovisual brasileira têm sua origem em dicotomias artificiais como essa. 

Queremos uma política pública que reconheça os novos modelos de produção, que distribua melhor os recursos já existentes de modo a ampliar o escopo do fomento, que desenvolva políticas efetivas de distribuição e exibição, que avance na estruturação comercial do setor, na democratização da produção e do consumo dos bens culturais, e que aposte no cinema como janela privilegiada para o desenvolvimento e a soberania. Para isso, propomos as seguintes ações: 

1) Criar linhas específicas de fomento para formatos de produção que primem pela inovação técnica e artística, com orçamentos de menor porte. Que estas linhas específicas, já sinalizadas pelos Editais de Baixo Orçamento da Secretaria do Audiovisual, possam também ser aplicadas de maneira comprometida e responsável em outras ações de fomento como o Fundo Setorial do Audiovisual e as políticas de fomento direto da ANCINE para empresas de produção, distribuição e exibição, como forma de estimular e testar alternativas para a estruturação comercial do setor. 

2) Desenvolver uma política de fomento específica para a distribuição e exibição de filmes de baixo orçamento, incentivando a estruturação comercial de empresas distribuidoras que se dediquem a este segmento. É preciso fazer experiências de mercado com estes filmes sem subestimar seu potencial comercial. Fortalecer o circuito alternativo de cineclubes como o Cine Mais Cultura e apostar em programas de expansão do parque exibidor como o Cinema Perto de Você. Investir na comercialização dessa produção é uma maneira de formar novas platéias com filmes que têm recebido grande atenção dos principais festivais de cinema do Brasil e do mundo. 

3) Valorizar e ampliar as instâncias formuladoras de políticas para o setor, que reconheçam a pluralidade dos modos de produção e contemplem uma maior representatividade de todos os agentes. 

4) Fortalecer e equipar os espaços de produção inclusiva e democrática, dos Pontos de Cultura aos CTAv’s. Acreditamos na necessidade urgente de fazer do CTAv um grande espaço para a profissionalização da finalização que agregue valor e diminua custos para conteúdos realizados à margem das principais políticas de fomento. 

5) Construir uma política unificada e ousada de internacionalização de nossa produção, que aproveite as boas experiências dos programas de apoio da ANCINE, da SAV e do MRE, articulando um conjunto de ações para consolidar a presença internacional de nosso cinema de modo planejado e integrado, desde o desenvolvimento dos projetos – com o incremento dos acordos de co-produção – até o posicionamento do filme no mercado mundial. 

Ainda em seu discurso de posse, nossa presidenta lembrou o escritor Guimarães Rosa: “O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem”. Coragem para reconhecer que existem alternativas já em curso, cuja viabilidade muitas vezes se dá à margem das principais políticas de fomento, e que, apesar disso, encontram seu espaço nos grandes eventos internacionais e conquistam seu público. Coragem para assumir a necessidade de distribuir de forma conseqüente os recursos do setor, permitindo ampliar o número de agentes. Coragem para encarar os privilégios e não se deixar seduzir por suas promessas historicamente não cumpridas. Coragem para promover a inclusão e valorizar a diferença. Coragem para saber que aqui a produção mais plural e independente está regulada por uma agência nacional e que o grande capital privado opera sem uma política séria, integrada e socialmente construída de regulação, como é o caso da TV e da publicidade. Coragem para saber que o caminho é longo, mas passos importantes já foram dados. Coragem como quer o Brasil e requer seus Brasis. 

Sergio Borges (realizador - MG), Felipe Bragança (realizador - RJ), Gabriel Mascaro (realizador - PE), Bruno Safadi (realizador - RJ), Ricardo Targino (realizador - MG), Eryk Rocha (realizador - RJ), Tiago Mata Machado (realizador - MG), Maya Da-Rin (realizadora - RJ), Marília Rocha (realizadora - MG), Marina Meliande (realizadora - RJ), Pedro Urano (realizador e diretor de fotografia - RJ), Pablo Lobato (realizador - MG), Clarissa Campolina (realizadora - MG), Helvécio Marins Jr. (realizador - MG), Gustavo Spolidoro (realizador - RS), Eduardo Valente (realizador, crítico e curador - RJ), Flávia Castro (realizadora - RJ), Renata Pinheiro (realizadora e diretora de arte - PE), Hilton Lacerda (realizador e roteirista - PE), Ricardo Pretti (realizador e montador - CE), Fellipe Barbosa (realizador e roteirista - RJ), Leonardo Barcellos (realizador - MG), Ricardo Alves Junior (realizador - MG), Lara Frigotto (produtora - RJ), Sergio Oliveira (realizador e roteirista - PE), Alê Castañeda (produtora - RJ), Marcelo Pedroso (realizador - PE), Karen Black (realizadora e cineclubista – RJ), Evandro Dunoyer (realizador - PE), Felipe Peres Calheiros (realizador - PE), Marcelo Ikeda (realizador e crítico - CE), Andrea Capella (realizadora e diretora de fotografia - RJ), Gustavo Beck (realizador - RJ), Silvia Cruz (distribuidora - SP), Allan Ribeiro (realizador - RJ), Douglas Soares (realizador - RJ), Carol Durão (realizadora - RJ), Lis Kogan (curadora - RJ), Ângelo Defanti (realizador e produtor – RJ), Francis Vogner dos Reis (crítico - SP), Marcelo Caetano (realizador - SP), Marcelo Toledo (realizador - SP), Paolo Gregori (realizador - SP), Andre Brasil (professor e pesquisador – MG), Patricia Moran (realizadora, pesquisadora e professora - MG), Marina Fraga (realizadora – RJ), Zeca Ferreira (realizador - RJ), Alonso Pafyeze (realizador e diretor de arte – MG), Sergio Jose de Andrade (realizador – AM), Juliano Dornelles (realizador – PE), Eduardo Raccah (agente de vendas internacional – RJ), Emilie Lesclaux (produtora – PE), Ava Rocha (realizadora e montadora – RJ), Frederico Benevides (realizador e montador – CE), Luiz Pretti (realizador – CE), Daniel Queiroz (curador – MG), Claudio Marques (realizador – BA), Marília Hughes (realizadora – BA), Eva Randolph (realizadora e montadora – RJ), Dellani Lima (realizador – MG), Gustavo Pizzi (realizador – RJ), Cavi Borges (realizador – RJ), Leonardo Sette (realizador – PE), Ivo Lopes Araujo (realizador e diretor de fotografia – CE), , Philipi Bandeira (realizador – CE), Guilherme Withaker (produtor – RJ), Alisson Ávila (produtor - RS), Jaqueline Beltrame (produtor – RS), Morgana Rissinger (produtor – RS), Ramiro Azevedo (produtor – RS), Débora Butruce (cineclubista e preservadora audiovisual), Gabriela Amaral Almeida (realizadora - BA), Michael Wahrmann (realizador – SP), Heloísa Passos (realizadora e diretora de fotografia – PR), Maria Leite Chiaretti (curadora – MG), Mateus Araújo Silva (curador e pesquisador – MG), João Dumans (curador e pesquisador – MG), Beto Magalhães (produtor – MG), Noa Bressane (realizadora – RJ), Matheus Rocha (realizador e diretor de fotografia – BA), André Lavaquial (realizador – RJ), Andre Novais (realizador – MG), Maurílio Martins (realizador – MG), Gabriel Martins (realizador – MG), Paula Gaitán (realizadora – RJ), Daniel Lisboa (realizador – BA), Fabiano de Souza (realizador – RS), Abelardo de Carvalho (realizador – RJ), Leo Jesus (realizador – RJ), Gustavo Melo (realizador – RJ), Luciano Vidigal (realizador – MG), Paulo Silva (realizador – RJ), Julio Pecly (realizador – RJ), Pedro Rossi (realizador – RJ), Pedro Asbeg (realizador – RJ), Sabrina Rosa (realizadora – RJ), Milton do Prado (produtor – RS), Karen Akerman (realizadora e montadora – RJ), Carla Maia (produtora – MG), Guto Parente (realizador – CE), Pedro Diógenes (realizador – CE), Max Eluard (realizador), Anna Azevedo (realizadora – RJ), Tião (realizador – PE), Marcelo Lordello (realizador – PE), Consuelo Lins (realizadora, professora e pesquisadora – RJ), Cezar Migliorin (realizador, professor e pesquisador – RJ), Ivana Bentes (professora e pesquisadora – RJ), João Junior (produtor – PE), Vania Catani (produtora), Karim Aïnouz (realizador – CE). 

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Curta-metragem de Berthold Brecht e Erich Engel - Os mistérios de uma barbearia

Subi hoje esse filme no youtube, que é um curta metragem bastante raro, e acredito que uma das poucas coisas que Brecht fez diretamente para o cinema.







Eugen Berthold Friedrich Brecht (Augsburg, 10 de Fevereiro de 1898 — Berlim, 14 de Agosto de 1956) foi um destacado dramaturgo, poeta e encenador alemão do século XX. Seus trabalhos artísticos e teóricos influenciaram profundamente o teatro contemporâneo, tornando-o mundialmente conhecido a partir das apresentações de sua companhia o Berliner Ensemble realizadas em Paris durante os anos 1954 e 1955.
Ao final dos anos 1920 Brecht torna-se marxista, vivendo o intenso período das mobilizações da República de Weimar, desenvolvendo o seu teatro épico. Sua praxis é uma síntese dos experimentos teatrais de Erwin Piscator e Vsevolod Emilevitch Meyerhold, do conceito de estranhamento do formalista russo Viktor Chklovski, do teatro chinês e do teatro experimental da Rússia soviética, entre os anos 1917-1926. Seu trabalho como artista concentrou-se na crítica artística ao desenvolvimento das relações humanas no sistema capitalista. (Wikipédia)

THAT's LIFE from Martin Andersen

Encontrei esse curta no blog dos caras do "Anão em Chamas".


sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Manu Chao no Centro Cultural da Juventude


A Mulher Palestina e a Ocupação


Curta do Coletivo Cinefusão: "Antes que o amor se vá"

Esse foi  um dos primeiros curtas do coletivo, dirigido, também pela 1º vez, e roteirizado por mim (Danilo Santos), junto com o 'Cerol' que foi para Brasilia em 2009, que o Bruno Mello Castanho foi o diretor.

É um curta, que apesar de sempre encontrarmos coisas que poderiam ser melhores ou simplesmente diferentes, tenho muito carinho e representou muito para nós, nossa formação enquanto indivíduos e coletivo.


O filme passou por duas montagens, uma que foi numa escola de cinema, por um colega e depois remontamos com o segunda telecine.


Todas as pessoas foram primordiais para esse processo e o filme, sem hipocrisia, é delas como verão no final. Digo isso, porque eu queria escrever aqui todo mundo que participou, mas fico com medo de cometer a cagada de esquecer alguém, e isso não me perdoaria, então confira os créditos!rs

Espero que possamos falar mais sobre o filme.


Ato em apoio à revolução no Egito em São Paulo nesta sexta-feira


A Frente em Defesa do Povo Palestino, que reúne mais de 50 instituições, entre centrais sindicais, movimentos sociais e entidades árabes-brasileiras e islâmicas, além de indivíduos solidários à causa, realiza na próxima sexta-feira (4/2) ato em apoio ao movimento popular no Egito contra a ditadura Mubarak e a favor da autodeterminação dos povos. A concentração será em frente ao Shopping 25 de Março a partir das 16h30 para saída em passeata pelas ruas do centro de São Paulo.

Além da manifestação, a Frente em Defesa do Povo Palestino entregará carta no Escritório Regional do Egito, na Capital, apresentando sua posição. O documento deverá ser entregue por uma comitiva formada por representantes de diversas organizações amanhã, dia 3/2.

A onda de protestos que teve início na Tunísia – conhecida como a Revolução do Jasmim, que culminou com a queda do ditador naquele país – se estendeu ao Egito e evidencia o esgotamento dos regimes autoritários ali e em outros destinos da região. Os EUA e Israel buscam como saída para o imbróglio que se formou uma transição denominada pacífica e moderada para uma “democracia” em que os povos do Egito e da Tunísia continuem sofrendo os horrores impostos por uma situação de total submissão aos interesses do império. Como parte dessa estratégia, Mubarak anunciou que não continuará no governo após a realização de eleições em setembro próximo, mas não admite deixar o poder antes disso. Ao que a população, cansada de exércitos nas ruas, prisões, desaparecimentos e outras arbitrariedades, diz não. Sua exigência é de uma mudança radical imediata. Nesse sentido, as manifestações do povo no Egito cumprem papel crucial na emancipação e au todeterminação dos povos do Oriente Médio. E o sentimento crescente é que a solução para seus problemas imediatos passa necessariamente pelo rompimento com o imperialismo. As iniciativas em São Paulo vêm se somar a esse movimento, pelo fim da tirania, por democracia e liberdade.

Serviço
Ato público em apoio à revolução no Egito
Quando: sexta-feira, dia 4/2
Onde: concentração em frente ao Shopping 25 de Março, com saída em passeata pelas ruas do centro
Horas: a partir das 16h30

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Esporte no cinema



Esporte faz Mágica.

Esse é o nome da Mostra de Cinema que o Sesc Interlagos organizou para o mês de fevereiro. Com quatro filmes, a programação pretende mostrar como o esporte é capaz de transformar as pessoas , conferindo-lhes, por exemplo disciplina, autoconhecimento e sociabilização.

Filmes:

Boleiros, era uma vez o futebol
Ugo Giorgetti, 1998 – 97 minutos.
A nostalgia de um grupo de ex-jogadores de futebol costura as diversas histórias do filme, que relembram as alegrias e tristezas que eles passaram enquanto atuavam profissionalmente.

Dias 6 e 20 de fevereiro, às 16h.

Barbosa
Ana Luiza Azevedo e Jorge Furtado, 1988 – 13 minutos.
Testemunha da final da Copa do Mundo de 1950, um homem volta no tempo para tentar impedir o gol que derrotou a seleção brasileira e marcou para sempre a carreira do goleiro Barbosa.

Dia 13 de fevereiro, às 16h.
Mauro Shampoo – Jogador, Cabelereiro e Homem
Paulo Henrique Fontenelle e Leonardo Cunha Lima, 2006 -, 22 minutos.
Perfil do folclórico Mauro Shampoo, ex-jogador do Íbis Sport Club. Enquanto atuava como profissional, Mauro mantinha a atividade de cabelereiro, seu real sustento, tornando-se uma celebridade em Recife, sua cidade natal. Teatro.

Dia 13 de fevereiro, às 16h.

O Corintiano
Milton Amaral, 1966 – 98 minutos.
Manuel, interpretado por Mazzaropi, é um fanático torcedor corintiano, que se mete em diversas confusões em nome do seu time de coração. Este clássico do cinema brasileiro é até hoje lembrado como uma comédia para todas as torcidas. Teatro.

Dia 27 de fevereiro, às 16h.

Sesc Interlagos
Endereço: Avenida Manuel Alves Soares, 1100, Parque Colonial- São Paulo (SP)
Telefone: (11) 5662-9500

Cidade em caos - PM atira bombas de efeito moral contra população dentro de Metrô em São Paulo

A polícia está para proteger quem?





terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

ousmane sembène (1923-2007)

belo texto emprestado do blog do amigo Fábio Camarneiro: Retrovisor

Em 30 de janeiro de 2011, o coletivo Cinefusão exibiu Moolaadé, último filme do diretor senegalês Ousmane Sembène, conhecido como o "pai do cinema africano".

Ousmane Sembène

Aproveitando o impacto do filme, reunimos uma série de materiais de referência sobre Sembène.

Uma extensa bibliografia sobre o diretor e sobre cinema africano está disponível no site do British Film Institute (em pdf):


  • No Brasil, dentro da coleção "Autores africanos", da editora Ática, foi lançado A ordem de pagamento & Branca gênese (1984), tradução de Jayme Villa-Lobos para dois títulos de Sembène: Le mandat, e Vehi-ciosane ou Blanche Genèse.
Em outros idiomas, existem alguns títulos de interesse:

  • Há um volume dedicado ao diretor na "Conversations with filmmakers series", coleção da Mississippi University Press que reúne entrevistas com grandes cineastas: Ousmane Sembène: interviews. A introdução do livro, de autoria dos editores Annett Busch e Max Annas, pode ser lida aqui (em inglês). Vários trechos do livro podem ser visualizados no Google books:




Capítulos de livros



  • Na edição 304 da Cahiers du cinéma (outubro de 1979, p. 53), o crítico Serge Daney publicou uma crítica sobre Ceddo(1977). O texto foi republicado em A rampa (Cosac Naify, 2007), com visualização disponível no Google books. Uma versão em inglês pode ser encontrada aqui.


  • Artigos em periódicos



    Artigos online


    Obituários
    Entrevistas
    • Uma das últimas entrevistas de Sembène, realizada menos de um ano antes de sua morte, pode ser lida noCinéAfrique.org (em francês).
    • Uma entrevista em áudio com Sembène, realizada em outubro de 2004 no programa de Leonard Lopate, e originalmente publicada aqui, pode ser ouvida abaixo:



    Texto e Pesquisa de Fabio Camarneiro

    Debate - Cinema Novo



    O professor Ismail Xavier e a atriz Helena Ignez discutem o principal movimento estético da história do cinema brasileiro. Mediação: Leandro Saraiva. Duração: 2h. Sala de Espetáculos II.


    SESC Belenzinho
    Dia(s) 23/02
    Quarta, às 20h.

    Rua Padre Adelino, 1.000 - Belenzinho - São Paulo - SP
    Telefone: 11 2076-9700

    Grátis
    Retirada de ingressos no local com uma hora de antecedência.

    http://www.sescsp.org.br/sesc/programa_new/mostra_detalhe.cfm?programacao_id=187287

    Documentário: Manifesto Glauber

    segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

    Filme mineiro foi o vencedor da Mostra de Cinema de Tiradentes

    Fonte: Canal Brasil
    Link da fonte original: http://colunas.canalbrasil.globo.com/platb/cinejornal/2011/01/31/vencedor-mostra-tiradentes/

    Trechos da gravação do Filme "Os Residentes" de Tiago Mata Machado.

    Performance do grupo Em Dias de Surto & amigos.
    Belo Horizonte, Brasil, 2009.



    Vencedores

    A 14ª Mostra de Cinema de Tiradentes exibiu 134 filmes nacionais. Foram 48 sessões de cinema gratuitas durante nove dias. Os doze debates, abertos ao público, foram muito disputados. Os cineastas José Joffily, Geraldo Sarno e Cacá Diegues participaram do “Vozes da Experiência” e levantaram questões sobre o comprometimentos dos jovens com as políticas de produção audiovisual no país.

    Foi a primeira vez que Geraldo e Cacá participaram do evento. Ambos elogiaram a Mostra que tem a coordenação geral assinada por Raquel Hallak d’Angelo.

    No último dia, realizadores, produtores e pesquisadores de cinema se reuniram em Tiradentes para lançar um manifesto em prol do fomento à produção cinematográfica. Os atores Irandhir Santos e João Miguel leram a carta.

    À noite, antes da entrega do Troféu Barroco, foram exibidos dois longas dirigidos por cineastas mineiros: Ex-isto, de Cao Guimarães, é uma  adaptação livre da obra Catatau, de Paulo Leminski e estrelado pelo ator João Miguel – elogiado pelo público de várias idades por sua atuação.

    O diretor de O Céu sobre os ombros, Sérgio Borges, convidou todos os que trabalharam na equipe e elenco para subir ao palco. Entre eles, a  transexual Everlyn Barbin, professora  universitária em Minas Gerais que aparece em cenas de intimidade no filme.

    Sete longas, cinco documentários e dois de ficção, concorreram ao prêmio da Mostra Aurora, dedicada a diretores de longas em início de carreira.

    “Nunca acreditei que fosse virar um garoto Aurora” – disse,  surpreso, Tiago Mata Machado,  diretor do filme  Os Residentes,  ao subir ao palco pela segunda vez  na cerimônia de encerramento da 14ª Mostra de Cinema de Tiradentes.

    A cena foi assistida por um público de cerca de mil pessoas.

    - “ Dois prêmios é demais para mim” , comemorou   Tiago.

    O  filme “Os Residentes” foi o melhor, por unanimidade, tanto para o Júri da Crítica quanto para o Júri Jovem: “Por ser um cinema provocativo e esteticamente ambicioso que interpela o espectador a questionar certos parâmetros da arte contemporânea” – justificou o Júri da Crítica.

    O curta Vó Maria,  de Tomás Von der Osten, ganhou na categoria “Melhor curta da Mostra Foco” eleito pelo Júri da Crítica”.

    “Traz outro amigo também”, de Fernando Cabral, levou dois prêmios, o de melhor curta eleito pelo Júri Popular e o Prêmio Aquisição Canal Brasil (15 mil reais). O filme conta a história de um detetive contratado por um homem para encontrar seu amigo de infância. Como o cineasta  Fernando Cabral não pode comparecer à cerimônia de encerramento, Eduardo Valente, um dos curadores da Mostra Tiradentes, recebeu os dois  troféus.

    - “Com esse dinheiro vai dar para fazer uns dois curtas”, brincou Valente ao subir ao palco.

    O documentário Solidão e Fé, de Tatiana Lohmann, foi o melhor filme para o Júri Popular. O filme mostra o olhar feminino sobre o universo masculino do rodeio e foi exibido dentro da Mostra Vertentes.

    Em 2012, a Mostra vai comemorar o aniversário de 15 anos.
    Veja a cobertura completa no Cinejornal, sábado, às 20:30h.

    Reportagem: Bernadete Duarte

    Pedra Branca - Centro Cultural São Paulo

    O grupo desenvolve seu trabalho com a fusão de música eletrônica dentro de vertentes musicais como trip hop, downbeat, ambient, ao world music, jazz fusion, música asiática e brasileira. Junto a isso incorporando expressões multimídias com projeções visuais, danças e performances.

    Esta apresentação inclui performance da dançarina Laíz Latenek.

    http://www.pedrabranca.mus.br/

    *Foto: Henry Lopes.


    Sábado, às 19h; domingo, às 18h
    Ingressos: R$15,00 (retirada de ingressos: duas horas antes de cada sessão) - Sala Adoniran Barbosa (631 lugares) - Centro Cultural São Paulo - Metrô Estação Vergueiro.

    domingo, 30 de janeiro de 2011

    ARTE COMO FERRAMENTA POLÍTICA: COMO TRANSFORMAR A REALIDADE ATRAVÉS DA ARTE? (CCJ)

    O encontro integra o ciclo de debates “O Outro ao Lado”, programação organizada pela equipe de monitoria do CCJ como atividade do Programa Jovem Monitor. Os debates do ciclo proprõem a reunirão de artistas com origens, produções e tempo de atuação bastante distintos, em conversas comuns, buscando assim uma discussão aprofundada sobre as relações centro e periferia, instituições e produção cultural independente, o reconhecido e o anônimo.

    Com: Mônica Nador, artista plástica e criadora do JAMAC (Jardim Miriam Arte Clube); Cibele Lucena, artista visual, educadora e integrante dos coletivos Contrafilé, Frente 3 de Fevereiro e Política do Impossível; e Vermelho Queimado, artista plástico e grafiteiro. Mediação: Bruno Perê, artivista visual.

    Dia 12/02, sábado, 16h. Espaço Sarau.Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso – São Paulo/SP
    Av. Deputado Emílio Carlos, 3.641. Vila Nova Cachoeirinha. Zona Norte. (ao lado do terminal Cachoeirinha)



    A artista explora a prática da arte pública há 15 anos. Partindo da linguagem da pintura, ela expandiu tal linguagem da tela para o entorno: instrumentos musicais, ícones folclóricos, objetos do cotidiano afetivo das casas simples, motivos florais ou geométricos são transportados para fachadas de casas simples, espaços degradados pelo esgarçamento urbano, lugares distantes do suposto bom gosto das classes sociais abastadas. No Brasil, coordena o JAMAC – Jardim Miriam Arte Clube – espaço comunitário de experimentação cultural e artística, localizado num bairro periférico de São Paulo, que funciona como um estúdio coletivo envolvendo crianças e adultos por meio das práticas artísticas.

    http://www.flickr.com/photos/monicanador



    Mercadorias e Futuro - José Paes de Lira (Lirovsky)

    sábado, 29 de janeiro de 2011

    Praia da Estação - Protesto. (2009)

    Protesto da população belorizontina sobre o Decreto n 13.798 de Dezembro de 2009 que proibe "eventos de qualquer natureza" na praça, que diga-se de passagem foi reformada para ter este carater, de receber eventos de grande porte, como o Forum Social Mineiro e diversos outros, gratuitos e ao ar livre.

    Com voces a vóz de quem frequenta estes locais, o povo.

    *Nelson Pombo - Belo horizonte (MG)

     
     
    Aconteceu lá e agora aqui em São Paulo, a rua é nossa!

    Termina amanhã a exposição de Georg Baselitz na pinacoteca.


    A Pinacoteca do Estado de São Paulo apresenta a exposição Georg Baselitz: Pinturas Recentes. Pela primeira vez, será apresentado na America do Sul um conjunto de 30 pinturas realizadas nos últimos 12 anos, período em que o artista revisita os temas centrais de sua obra, dando-lhes uma nova face. Acompanhando e reagindo à dinâmica cultural contemporânea, sua pintura se tornou mais lírica, mais rápida e fluída, ao mesmo tempo mais ácida e mais irônica. "Remix"; assim Baselitz denominou este projeto assumindo de maneira critica e pessoal esse conceito difundido em outras esferas da cultura de massa. Através das obras dessa última década, o pintor parte em revisita aos seus temas, suas obsessões, sua trajetória existencial e artística, iniciando uma nova fase.

    Até amanhã, dia 30 de janeiro(2011), na pinacoteca, em São Paulo.

    Pinacoteca do Estado de São Paulo:
    Praça da Luz, 2 São Paulo, SP - Tel. 55 11 3324-1000
    Estação Pinacoteca:
    Largo General Osório, 66 São Paulo, SP - Tel. 55 11 3335-4990
    Memorial da Resistência de São Paulo:
    Largo General Osório, 66 São Paulo, SP - Tel. 55 11 3335-4990

    Mais informações:  
    http://www.pinacoteca.org.br/pinacoteca/default.aspx?c=exposicoes&idexp=342&mn=100





    Cheia de Manha - Móveis Coloniais de Acaju



    Bicho pegando no Oriente Médio, Catástrofe no Rio de Janeiro e São Paulo por conta das chuvas, mas segundo a veja isso é problema pequeno, Veja a capa do mês