O Coletivo Cinefusão surge, no final de 2008, a partir da iniciativa de trabalhadores de diversas áreas - cinema, jornalismo, publicidade, artes cênicas, filosofia, arquitetura, fotografia -, empenhados em criar primeiramente uma rede colaborativa que pudesse dar conta da junção dessas linguagens e também da possibilidade de abarcar potencialidades em busca de produção artística independente, mas também de reflexões concretas acerca da sociedade. É principalmente sobre este último pilar de atuação política, que o grupo vem, atualmente, pensando o cinema, sempre vinculado a outras expressões artísticas e movimentos sociais.

Mostrando postagens com marcador Plebiscito popular pelo limite de terra. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Plebiscito popular pelo limite de terra. Mostrar todas as postagens

domingo, 8 de agosto de 2010

Qual a nossa posição?


ENTREVISTA DO POETA E AMIGO VINÍCIUS DE MORAES - 1953
Vinícius
- Como chegou você à posição política?
Portinari
- Não pretendo entender de política. Minhas convicções, que são fundas, cheguei a elas por força da minha infância pobre, de minha vida de trabalho e luta, e porque sou um artista. Tenho pena dos que sofrem, e gostaria de ajudar a remediar a injustiça social existente. Qualquer artista consciente sente o mesmo...(Retirado de http://www.casadeportinari.com.br/)
Assim como no texto citado, não tenho a intenção de, nesse momento, levantar grandes discussões sobre o papel do artista no que diz respeito à política. Contudo, o que ainda me faz acreditar ser um trabalhador de arte/cultura é o fato de que, de alguma forma, essa opção estética, que não tem obrigação de estar vinculada à nada, me indica um eterno crescimento, transformação do eu, do coletivo.

Pode parecer um altruísmo de fachada. E também não sou exatamente um historiador para dizer, exatamente, por quanto tempo vivemos em certos modelos de sociedade diferentes mas não necessariamente transpostos, vencidos. Mas um bom exemplo é o do plebiscito em questão, muda-se o modelo do "senhor", um novo "capitão do mato", mas não a condição. Não digo que já tenha uma opinião formada sobre o fato, até pela cabeça confusa que tenho. Mas vale a pena pensar.