O Coletivo Cinefusão surge, no final de 2008, a partir da iniciativa de trabalhadores de diversas áreas - cinema, jornalismo, publicidade, artes cênicas, filosofia, arquitetura, fotografia -, empenhados em criar primeiramente uma rede colaborativa que pudesse dar conta da junção dessas linguagens e também da possibilidade de abarcar potencialidades em busca de produção artística independente, mas também de reflexões concretas acerca da sociedade. É principalmente sobre este último pilar de atuação política, que o grupo vem, atualmente, pensando o cinema, sempre vinculado a outras expressões artísticas e movimentos sociais.
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terça-feira, 12 de março de 2013
sábado, 3 de dezembro de 2011
terça-feira, 10 de agosto de 2010
CURTA: Partido Alto "Vamo vadia ô nego?"
Sempre que compartilho alguma obra, seja aqui no blog
ou mesmo na mais informal das conversas, tento repassar tudo aquilo que
acredito ser relevante enquanto arte, que pressupõe crescimento, beleza,
luta, estética. Nem sempre farei boas análises ou sequer análises.
Digo
isso, principalmente, porque a obra sobre a qual me atrevo a falar hoje, me
causou sensações tão particulares que não conseguiria exprimir em poucas
ou quaisquer palavras. Isso seria empobrecê-la.
No entanto, de teimoso, tento.
"Partido
Alto", dirigido por Leon Hirzsman, é humano. É a expressão sincera da
virtude que brota junto ao subdesenvolvimento. Homens e mulheres que
cantam e tocam, maravilhosamente, ao lado de mesas de madeira, cadeiras
que não podem ser chamadas exatamente de sofisticadas. É a afronta à
academia, através das palavras de Candeia. É belo. É a forma mais sincera
de amor, não só ao samba, mas a tudo aquilo que é puro e,
lastimavelmente, no final, devorado pelo mercado.
A
arte se constrói assim como no partido alto. Temos uma base onde
podemos improvisar e, em cima de erros, acertos, experimentos, algo
nasce. Algo novo, vivo e que, definitivamente, não nasceu para ficar
apenas pendurado em uma prateleira, com uma etiqueta marcada por um
cifrão.
"O samba tem, hoje, muitos compromissos, que reduzem a criatividade dos sambistas aos limites ditados pelo grande espetáculo. No partido, porém, tudo acontece de um jeito mais espontâneo. Por isso sempre haverá partideiros. E o verso, de improviso ou não, refletirá as verdades sentidas na alma de cada um. Vamo vadia ô nego?"
Paulinho da Viola em "Partido Alto, Leo Hirzsman"
"O samba tem, hoje, muitos compromissos, que reduzem a criatividade dos sambistas aos limites ditados pelo grande espetáculo. No partido, porém, tudo acontece de um jeito mais espontâneo. Por isso sempre haverá partideiros. E o verso, de improviso ou não, refletirá as verdades sentidas na alma de cada um. Vamo vadia ô nego?"
Paulinho da Viola em "Partido Alto, Leo Hirzsman"
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