O Coletivo Cinefusão surge, no final de 2008, a partir da iniciativa de trabalhadores de diversas áreas - cinema, jornalismo, publicidade, artes cênicas, filosofia, arquitetura, fotografia -, empenhados em criar primeiramente uma rede colaborativa que pudesse dar conta da junção dessas linguagens e também da possibilidade de abarcar potencialidades em busca de produção artística independente, mas também de reflexões concretas acerca da sociedade. É principalmente sobre este último pilar de atuação política, que o grupo vem, atualmente, pensando o cinema, sempre vinculado a outras expressões artísticas e movimentos sociais.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Em seu blog, Tom Zé declara apoio à Plínio

 Em dois post seguidos, o músico Tom Zé, grande referência artística, declara que vota em Plínio Arruda Sampaio. Parece que Tom Zé é mais um que entende como arte e política estão intrinsicamente ligadas e precisam ser pensadas em conjunto, para somente assim chegarmos a uma verdadeira cultura tupiniquim livre. Vejam, abaixo, os posts, retirados do blog http://tomze.blog.uol.com.br/ que recomendamos.


DECLARANDO VOTO EM PLÍNIO DE ARRUDA SAMPAIO

             Vi agora o comentário de Djenal à mensagem anterior. Ele tem o toque do humor leve, que melhora os assuntos. Como é o segundo comentário sobre minha declaração de voto em Plínio de Arruda Sampaio, cuja inteligência também se beneficia do humor, vou levar para o título desta nota o assunto dessa candidatura. Não fiz isso na postagem anterior e me ponho a pensar no que a profissão faz comigo. No título ficaram Scandurra, Arnaldo e os festivaleiros. Nem parecia que logo depois eu comentaria a eleição presidencial. Aqui o assunto ganha título de matéria. Até agora, e.mails e outras manifestações escritas têm sido muito dignas, ufa!
             As emoções correm e comem soltas, atualmente. Emoções de Oriente Médio dentro do Brasil, dividindo, criando antagonismos. Por isso "ufa!" terminou o parágrafo anterior.
              É muito bom ver Plínio falar, ouvir sua coragem, sua translúcida opinião de tanto destemor, suas preocupações com a gente do País, com pessoas, de modo geral. É uma qualidade importantíssima. Nem todos os políticos a têm. Neles, considerar pessoas antes de nelas pensar como eleitores é raro.  
             Uma pessoa como Plínio tem tempo de estrada que lhe permita não achar um porre uma campanha. Espero. Pois é um trabalho duro, envolve uma paciência que botaria Jó estressado. Já imaginaram quantas mãos apertar, haja banho de salmoura no fim do dia, quantas perguntas mal-intencionadas, quantos olhinhos brilhando e dizendo em neon, como um anúncio: "taí, que é que você vai me dar pelo apoio, cara?" e outros desrespeitos? Eleição é evento de massa, é assim que é conduzido o marketing eleitoral televisivo. 
              Neste mês saiu na revista Caros Amigos um texto de José Arbex sobre o governo atual - crítica contrária a ele. Embirro com as usuais críticas ao presidente e a quem ele apoia porque estão ensopadas de preconceito, são formuladas por parti pris. Têm ranços classistas. Esta crítica de Arbex estuda o assunto, as razões populares - falemos em razões quantitativas - que elegeram os presidentes recentes. Vale a pena olhar e começar a prestar atenção em contrários e apoiadores. As críticas de Plínio são também muito boas, elas propõem. 

VI SCANDURRA, ARNALDO ANTUNES E FESTIVALEIROS
 
              Domingo no Festival de Cultura Industrial, roqueiros reunidos em Santo André, estive com Edgar Scandurra, que músico, hein?! injetando velocidade na guitarra, o público pulando. Música pode ser necessidade primal. Depois veio Arnaldo, ele canta tão bem, com aqueles graves fantásticos. Gostei muito da versão que ele fez de "Bandeira Branca". Já imaginaram música de Dalva de Oliveira cantada por Arnaldo Antunes? Conseguiram imaginar, eu sei. Surpreendente aquela emoção feroz, que continua Dalva.
               Foi grande cantar para aqueles moleques tão envolvidos de corpo e garganta no show. Eles faziam coros que dobravam o número de pessoas, parecia multidão de Maracanã.
               Declarei voto em Plínio de Arruda Sampaio. É extremamente jovem, o mais de todos, aos 80 anos, e muito experiente. Suas palavras não erram o alvo, ele tem uma inteligência que lamento conhecer melhor só agora. São Paulo costuma revelar gente precisa como arqueiros, flecheiros. Plínio tem 60 anos de vida pública correta, é gente direita, como dizemos na Bahia. São muitas qualidades, é bom ter em quem votar. Falo por mim. Vocês votem em quem seu discernimento ditar, nesta hora em que a emotividade come solta, pré-eleitoral.  
                O Hino do Centenário do Corínthians está no post anterior.

 Um pouco de Tom Zé

Estudantes unem forças para gravar curta com críticas ao consumismo


“Existem coisas que não deveriam ser vendidas, mas são”. Dessa lógica nasceu projeto do curta-metragem Vende-se (nome que ainda pode sofrer alterações). Dirigido e roteirizado pelo estudante de comunicação Felipy Damian (roteirista de Colapso Narciso), a obra, como ele mesmo explica, aborda as relações comerciais da sociedade contemporânea.

“A sociedade criou o mercado, mas hoje a sociedade vive para o mercado”, contesta. E é essa crítica que Damian tenta trazer para as telas com Vende-se. A montagem promete usar cenas fortes e muitas metáforas para amarrar a trama. Além das cenas gravadas em um lixão, destaca-se o trecho em que um coração humano (ainda pulsando) é vendido em praça pública.
O novo roteiro, assim como o de Colapso Narciso, é polissêmico. Essa estratégia Damian tenta usar novamente para deixar o filme mais provocativo e intrigante. A ideia é que a dúvida levante questionamentos e faça com que o espectador pense na temática abordada.

Apesar de ser uma iniciativa de estudantes da UFMT, o curta contará com o que há de melhor no mercado audiovisual local. “A gente conseguiu o apoio da Biss Filmes e Coisas, uma galera muito experiente. Se não são os melhores, estão entre os melhores do mercado mato-grossense”, comemora Felippy. “Eles vão participar com o material deles, se prontificaram a entrar de cabeça e fazer boa parte do processo de pré-produção”, completa.

Além do apoio da Biss, Vende-se conta também com a parceria da Zim Empreendimentos e Brindes e Cia. O projeto, encabeçado, pelo Núcleo Célula e Coletivo Juntos Somos Fortes, aglutinou um grande número de colaboradores, que trabalharão de forma voluntária, neste curta, que é uma espécie de laboratório de cinema.


 FICHA TÉCNICA

Direção: Felippy Damian
Assistente de direção: Paulo Henrique Brites
Roteiro: Felippy Damian
Edição: Mauricio Falchetti
Direção de fotografia: Marcelo Biss
Ass. de fotografia: Cícero lima
Continuidade: Rodrigo Rachid
Figurino: Bianca Poppi
Maquiagem: Luiz Gustavo Mafaciolli / Juliana Murça
Câmera: João Paulo Leite
Direção de elenco: André d’Lucca
Som: Juliana Segóvia / Jonathan Nóia
Produção geral: Rita Duarte
Assistente de produção: Bianca Poppi
Produção Executiva: Rita Duarte/Giulia Medeiros
Produção de Arte: Luíza Raquel / Rodrigo Rachid / Marianna Marimon
Making Off: Maira Costa/ Angelica
Concepção Visual: Fabricio Chabô
Trilha Sonora: Tiasques
Eletrotécnico: João Paulo Lacerda

VER FOTOS EM:
http://www.olhardireto.com.br/noticias/exibir.asp?noticia=Estudantes_unem_forcas_para_gravar_curta_com_criticas_ao_consumismo&id=125611

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

CENTRO CULTURAL MÁRIO PEDROSA TRAZ PROGRAMAÇÃO MULTICULTURAL

Sexta –03/set – 20h
CINECLUBE ESPECIAL: Batalha do Chile - Parte 1
de Patrício Guzmán

Sessão especial pelo 11 de setembro de 1973 no Chile, data do golpe militar de Pinochet. O filme é um documento histórico com imagens de época que resgata, por um lado, a experiência do governo de Allende e a crescente organização e mobilização popular, por outro, toda a orquestração do golpe de Estado pelo imperialismo.


Sexta – 10/set – 20h
MÚSICA: Alcides Neves

Alcides Neves canta a loucura e canta o sertão em Tempo de Fratura. Destrambelhar ou não? Artista nato, cantor, compositor, letrista e arranjador. Psiquiatra de formação e função cotidiana. Do Sertão do Ceará-Paraíba rumo à grande metrópole São Paulo. Alcides Neves canta em suas músicas esta estrada, que por nossa sorte nunca termina.

Quarta – 15/set – 19h
CINECLUBE E DEBATE: Elevado 3.5
de João Sodré, Maíra Bühler e Paulo Pastorelo

ELEVADO 3.5 é um filme sobre o mundo de pessoas que se cruzam ao longo dos 3.5 km do Minhocão, via expressa construída na região central de São Paulo durante a ditadura militar.

Seguido de debate com os diretores



Sexta – 17/set – 20h
TEATRO: Em Pedaços
Engenho Teatral

O espetáculo parte do cotidiano da periferia, abordando desde o desejo sexual adolescente até impasses da economia de mercado, em cenas curtas e independentes, num ritmo alucinante, dinâmico e nada discursivo, próprio da TV e do vídeo-clip.


Sexta – 24/set – 20h
MÚSICA: Gunnar Vargas

Show com as canções do seu novo CD Circo Incandescente, em gravação. Através de sambas, conta a história de um casal que, após apaixonados e casados, encontram dificuldades financeiras para manter a casa. Com ironia, tristeza, libído, a vida dos dois é retratada da separação ao reencontro, com a simplicidade das histórias do povo brasileiro.

ENTRADA FRANCA
R. Tabatinguera, 318 – Sé (próx. ao metrô Sé)
Tel: 3104-0111

domingo, 29 de agosto de 2010

FRAME - O Homem que Virou Suco

O diretor mineiro João Batista de Andrade faz um intenso retrato da capital paulista, aquela que esmaga de forma opressora o nordestino migrante, suprimindo as suas raízes e explorando a sua força de trabalho. Porém, não há excessos sentimentais. “O Homem que Virou Suco” resume o ciclo de abocanhamento de um migrante nordestino – Deraldo, interpretado primorosamente pelo paraibano José Dumont – por uma cidade cruel e determinista. Participante ativo de movimentos sociais e documentarista engajado, João Batista de Andrade propõe aqui um cinema de denúncia e reflexão, mas que vai além disso, pois há toda uma construção poética e metalingüística, de um cinema que acontece ao mesmo tempo em que é questionado, estudado. Tudo gira em torno de um contexto dramático e Deraldo é mais um vítima do esmagamento pela sociedade industrial, porém, há constantemente uma ironia latente, que resulta numa das mais pungentes críticas sociais do cinema brasileiro.


sexta-feira, 27 de agosto de 2010

CINECLUBE LUNETIM MÁGICO EXIBE CURTAS INDEPENDENTES

Em parceria com o Centro Cineclubista de São Paulo, o Cineclube Lunetim Mágico realiza todo o último final de semana de cada mês seu projeto de exibição de curtas-metragens independentes.

Sábado, 28 de Agosto 2010 19:00 horas

FULERO CIRCO (ficção. 55 minutros / 2010)
Depois de tantos maus tratos, de viver entre os ratos, de ter que achar o absurdo legal, a Trupe Fulero Circo formada por desempregados e trabalhadores ocasionais viajou pelo Brasil para apresentar sua peça de rua “O mistério do novo”, uma investigação sobre os dias de hoje.

UM ENCONTRO (Documentário. 5 minutos)
Coordenação geral: Daniel Seda
Relatos poéticos de uma moradora de rua.

WC FEMININO (Ficção 2 minutos)
Coordenação geral: Daniel Seda
Brincadeiras de duas garotas num banheiro

WC MASCULINO (Ficção 3 minutos)
Coordenação geral: Daniel Seda
Transformação masculina num banheiro.


Domingo, 29 de Agosto 2010 16:00 horas

ESTUDO DE CENA: O CAPITAL E A RELIGIÃO (ficção 34 minutos / 2006)
Adaptação da cena “O discurso de Pedro Paulo Bocarra segundo o qual o capitalismo e a religião são indispensáveis” da peça “A Santa Joana dos matadouros” de Bertolt Brecht.

NARRATIVAS DA SÉ (experimental 20 minutos / 2008)
Videocriação em oito cenas realizadas a partir da observação de situações vivenciadas na Praça da Sé em São Paulo.

ESTUDO DE CENA: A REPÚBLICA (ficção 50 minutos / 2009) - VERSAO FINAL -
Parábola sobre a constituição da república no pais de Jericó. Livre adaptação do texto “O 18 brumário de Luis Bonaparte” escrito por Karl Marx em 1852.
Realizadores debatem suas produções.
Bate papo + Música

Mais Informações:
11 – 3229.4282/ 3214.3906 / 7038.6836


LOCAL: RUA AUGUSTA 1239, 1º. ANDAR, CONJUNTOS 13 E 14 (EM FRENTE AO BAR IBOTIRAMA)

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Fotógrafo cego Evgen Bavcar expõe em São Paulo


Quem assistiu o belo "Janela da Alma", de João Jardim, deve se lembrar do fotógrafo Evgen Bavcar, um dos principais entrevistados do filme. O que mais chama atenção - e para alguns é até contrário a linguagem fotográfica - é o fato do artista esloveno ser cego. No entanto, é justamente o não enxergar que traz elementos únicos para a exposição "Estética do (In)visível´", que segue em cartaz no Senac Lapa-Scipião, até dia 17 de setembro.

Para um fotógrafo cego, o enquadramento e o foco pouco importam. A fotografia permite que ele mostre a maneira que enxerga o mundo através da fantasia e imaginação. A arte fotográfica do esloveno Evgen Bavcar é uma prova de que a limitação visual permite a captação de imagens muito mais interessantes que a duplicata do óbvio a olho nu. Talvez, Evgen Bavcar busque justamente reproduzir aquilo que é invisível e não vemos a olho nu a não ser através da materialização fotográfica. Nesse link, uma entrevista com o fotógrafo esloveno: http://pphp.uol.com.br/tropico/html/textos/1644,1.shl

por Evgen Bavcar

Exposição de fotos "Estética do (In)visível´"
Senac Lapa-Scipião, rua Scipião, 67, Lapa
A mostra é acessível a deficientes visuais (fotos com relevo e texto em Braille).
de 2ª a 6ª, das 9h às 21h;
sáb., das 9h às 16h. até 17.09
grátis

Esculturas em fita adesiva são exibidas no MUBE (SP)

O Museu Brasileiro de Escultura (MuBE) exibe, a partir desta quinta-feira (26), oito trabalhos feitos em fita adesiva. As obras foram finalistas de um concurso que elegeu as três peças mais criativas feitas nesta técnica e seguem em exposição até 12 de setembro.

A curadoria do evento é da crítica de arte Kátia Canton. As esculturas são propostas criativas que consideram a interação com o espaço público, no conceito de intervenção urbana. “A arte contemporânea, diferentemente da arte moderna, que era mais purista, acontece dentro dos percursos da vida cotidiana e trata de tudo que diz respeito ao ser humano”, define Kátia, em texto que está no informativo oficial da exposição. “A possibilidade de construir esculturas e inventar formas tridimensionais usando as fitas adesivas torna-se uma possibilidade de criaçãocontemporânea interessante”.

Os trabalhos expostos são "O Velho e o Mar" (Arthur Vieira de Medeiros/SP), 1º lugar no concurso; "Não Deixe Ela Escapar" (Roberto Galvão/SP), 2º lugar; "Quadro de Luz!" (Alexandre Ferro/SP), 3º lugar; "Colorindo o Mundo Melhor" (Claudia H. Stern/RS); "Sustentabilidade e Sustentação Pela Energia Eólica" (Giane Conceição Soares/SP); "Encanto" (Ieda Romera da Silva/SP);"O Escaravelho e Seus Restos" (Sabrina Zagati Travençolo/SP) e "Uma Dança" (Silvia Si/SC).

"CONCURSO DE ESCULTURAS CRIAÇÃO SCOTCH" Quando: de 26/8 a 12/9. De terça a domingo, das 10h às 19h Onde: MuBE (rua Alemanha, 221, Jardim Europa, São Paulo - SP) Quanto: Grátis Informações: 0/xx/11/2594-2601 e site do MuBE.

Veja todas as imagens da exposição: http://entretenimento.uol.com.br/album/esculturas_fita_mubesp2010_album.jhtm#fotoNav=10

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

King Rassan Orchestra no serralheria

Mais uma noite na Serralheria a shows de grupos de SOUL – SKA. Nesta quinta, dia 26 a Serralheria recebe o grupo residente em agosto King Rassan Orchestra + os convidados o Peixoto & MaxadoPeixot executando clássicos do Ska e re-interpretações de samba na sonoridade do Ska. A noite promete ser um encontro dedicado a escuta dos sons e grooves nascidos das américas e oriundos do continente africano com discotecagem no espaço do bar + comes e bebes do balcão serralhero. A formação do King Rassan é: Frankera -trombone e backing vocals; Lei – sax tenor; Pipeta – trompete e backing vocals; Alemão – guitarra e vocal; Chebô – teclados; Guigo – baixo; Safa Soul – bateria. O show acontece as 23hs mas rola discotecagem de black music e espaço pra comes, bebes e conversa desde as 21hs.

Maiores informações: http://www.escapeserralheria.org/quinta-26-ago-king-rassan-orchestra-convida-maxado-peixoto-soulska-serralheria/

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Tobias 700 - a História de uma Ocupação

A Artver, o ECLA ( Espaço Cultural Latino Americano ) e o Encontro de Utopias convidam à todos para a projeção do filme Tobias 700 e o debate sobre a questão da moradia e ocupações populares, que seguirá à exibição do filme. Com a presença de Daniel Rúbio, diretor do filme premiado na Mostra Latino Americana de Direitos Humanos.

Tobias 700- a História de uma Ocupação

Na sua primeira versão, Tobias 700 foi ganhador do Cinesul 2005 escolhido o melhor documentário entre 70 filmes documentários da America do Sul.

E foi exibido no festival do Prix Du film Documentaire Union Latine - Festival de Biarritz na França ,no Festival Internacional Del Nuevo Cinema Latinoamericano de Havana-Cuba, no festival Black Movie em Genebra- Suíça e na Mostra Brasil em Mouvementos, em Paris no ano do Brasil na França 2005

Maiores informações: http://www.artver.com/

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

CURTA KINOFORUM - Imagem Esvaziada

Sem dúvida, o curta “Cinema” traz belas imagens que, corte após corte, suscitam significados intensos sobre a condição humana. No entanto, ao final da projeção, fica a impressão de que a insistente busca pela afirmação da imagem em si tenha se esvaziado. Mas, ao mesmo tempo, sentimos que o diretor Eder Santos Jr. queria justamente trazer esse vazio que flutua no interior de Minas Gerais e no próprio cinema. Confesso que tive que me distanciar do filme para trazer algum sentido à tona e passar a compreender a sua proposta de reinvenção estética. Não conhecia a obra do cineasta mineiro, mas, num primeiro momento, tive a sensação de que o filme poderia ser bem mais curto, mas talvez isso invalidaria a abordagem do tempo como próprio epicentro do curta.

Há uma melancolia nas tomadas de Eder e também uma nostalgia antecipada, pois vemos cada imagem, com a constatação de que ela pode sumir a qualquer momento, por mais que, em alguns momentos, ela permaneça na tela por tempo suficiente para refletirmos inclusive sobre o porquê de tanto tempo, como é o caso da imagem de um poste de luz. Passamos a buscar significados diversos para o tal poste, mas como não podemos ter a precisão semântica, esvaziamos o sentido e nos abrimos para a pura e sublime contemplação.

“Cinema” também propõe, através de constantes manipulações imagéticas, uma reflexão acerca das mudanças que a tecnologia trouxe à sétima arte. Assim, sobreposições, fusões, desfoques, grafismos, fades e outros dispositivos se repetem para nos questionar o que é cinema hoje em dia. Volto a minha sensação inicial de que as imagens se esvaziaram. Por mais que entenda alguma das intenções do curta, subjetivamente não foi um filme que me trouxe grandes sensações e me parece que a técnica acaba, de vez em quando, se sobressaindo, em detrimento do objeto cinematográfico. Talvez, as interferências nas imagens não tenham me cativado, mesmo tendo consciência de estarmos diante de um belo investigar cinematográfico.

domingo, 22 de agosto de 2010

CURTA KINOFORUM - Épico ferroviário

Dividido em estrutura épica, “Magnífica Desolação” nos impõe a presença da máquina, tal como é imposta ao maquinista, de forma brutal. O contato do espectador com essa máquina ferroviária se dá através de elementos cinematográficos que buscam a subjetividade, tais como a intensidade sonora exacerbada e enquadramentos que reproduzem aquilo que poderia estar observando e escutando o personagem. Após imergir o espectador nessa jornada grandiosa, o curta avança permeado pela voz off de um maquinista que acentua o tom melancólico da solidão aterradora que o personagem enfrenta. Aqui, já entendemos a magnífica desolação que o título antecipa, pois estamos, sem dúvida, diante de uma experiência paradoxal, que tem a sua beleza justamente no seu triste vazio. 

É em meio a esse cenário que sentimos o alívio passageiro que o maquinista sente ao parar em um bar, tomar cerveja, jogar sinuca e conversar com eternos desconhecidos. Sentimos o alívio épico, mas com a triste sensação de que aquilo é efêmero, como próprio ser humano. Este que Fernando Coimbra quer colocar em contato intrínseco com aquilo que ele mesmo criou: a brutal beleza da máquina. Há um amargo espírito de desbravamento da natureza. Assim, vemos lindas imagens de paisagens que são cinematograficamente atravessadas por cortes bruscos para imagens barulhentas do trem em movimento. Entendemos a crueldade de uma dialética impossível de ser harmoniosa: natureza e maquina estão em oposição.

Da mesma forma, Coimbra se aproveita da linguagem do cinema para tratar de algo que lhe é própria: o tempo, que no caso do maquinista parece estancado, em contraste com o tempo da máquina que é outro, frenético. O penúltimo capítulo é de uma tristeza ansiosa, daquele ser solitário que insiste em voltar, mas parece nunca chegar. A voz off seca e amarga já nos atravessa de uma forma incômoda, pois, agora sim, sentimos a dureza dessa jornada. A tensão da volta reflete uma câmera inquieta e nervosa, que parece buscar uma estabilidade na paisagem deslumbrante que ela atravessa. Estamos saturados emocionalmente de uma viagem sem volta. Chegou a hora de nos distanciar, buscar entender aquela experiência de uma forma objetiva. É aí que o diretor Fernando Coimbra nos apresenta um belo epílogo, em que o alívio se dá por uma visão romântica das viagens ferroviárias. Vemos recriado aqui um famoso diálogo entre uma garota e um maquinista, eternizado no também magnífico e desolador “A Besta Humana”, de Jean Renoir.


PS: A expressão “magnífica desolação” ficou famosa ao ser usada pelo astronauta americano Buzz Aldrin para resumir o momento em que pisou na lua.

CINEFUSÃO ACOMPANHA 21º FESTIVAL INTERNACIONAL DE CURTAS DE SÃO PAULO

De 19 a 27 de agosto, o Cinefusão acompanhará o 21º Festival Internacional de Curtas de São Paulo., em parceria com o projeto "Crítica Curta". Ocasionalmente, postaremos aqui nossas impressões sobre alguns curtas, sendo que abrimos o diálogo com o realizador que terá espaço para postar e comentar o seu filme. Por entender a crítica não como uma avaliação para o público, mas sim como um espaço de reflexão e troca entre realizadores, tentaremos sempre enviar os textos por email aos diretores dos curtas, ampliando a discussão. Vale a pena conferir o belo documentário "Crítico", dirigido pelo crítico/realizador Kleber Mendonça Filho. Não há como separar o ver do fazer.

 
 A crítica como forma de reelaboração do olhar

Durante festival, serão apresentados 400 filmes, em dez salas da cidade, todas com sessões gratuitas. A programação pode ser consultada no site www.kinoforum.org.br

sábado, 21 de agosto de 2010

Festa de Família

Um dia

Semblante amarelo

Amarelo, assim como o sorriso forçoso em minha CARA

Na TV

Rodrigo Faro faz casais rebolarem

De uma caixa ele retira seus futuros

BEIJO DE CINEMA, AMASSO, BEIJÃO!

O green day chamaria isso de “Alien Nation”

Para mim, apenas chato, chato pra caralho

Tudo acontece na sala

Algumas cadeiras perto dos sofás

As crianças gritam,

Clamam insistentemente por atenção

Os homens

Todos MÁSCULOS, VIRÍS!

Sobre seus olhos

tudo é GAY!

E ser gay é ruim

Tudo é perturbadoramente agradável

A luz amarela já não me incomoda

Nem os casais

Que vivem a morbidez obesa do matrimônio

A mim, “ARTISTA”

Me resta, apanhar mais um salgado sobre a mesa

Comê-lo!

Apanhar novamente meu copo com guaraná

E misturá-lo ao whisky

Tomando cuidado para que nem meu pai, nem meus sobrinhos sintam o cheiro

A mim, “ARTISTA”

Me resta, ainda acreditar que sou “MAIOR” que tudo isso

Um observador, discreto, intransponível

A mim, “ARTISTA”

Me resta

Assistir, assistir, assistir, assistir, assistir, assistir, assistir...

E escrever

Mini Festival Argentino

Acontece no dia 28/08 no Centro Cultural da Juventude o "Mini Festival Argentino". Totalmente gratuito!
Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso
Contato: (11) 3984-2466
Avenida Deputado Emílio Carlos, 3641 - Vila Nova Cachoeirinha - São Paulo - SP
Maiores informações:

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

FRAME: O Inferno de todos nós

O diretor bósnio Danis Tanovic passou a ser conhecido após o seu surpreendente e primeiro longa metragem “Terra de Ninguém”. Só esse fato já justificaria uma conferida no seu segundo filme “O Inferno”. Além disso, o filme é parte de um projeto, deixado pelo consagrado Krzysztof Kieslowski, antes de sua morte, para uma trilogia baseada na “Divina Comédia”, de Dante Alighieri, divida em três partes: “O Paraíso”, “O Inferno” e “O Purgatório”. O primeiro dos roteiros, “O Paraíso”, foi filmado pelo alemão Tom Tykwer (Corra Lola, Corra). 

O filme de Danis Tanovic dividiu a crítica, sendo que alguns consideram um trabalho de uma presunção que não se justifica. No entanto, me incluo entre os que admiraram mais essa obra corajosa de um diretor ousado, que abusa de movimentos de câmera e de um refinamento estético exagerado, mas coerente com a proposta.  Estamos aqui diante de um intenso drama familiar, com todos os significantes atrelados à figura feminina. Amparado na figura mitológica da Medéia, Tanovic amarra três histórias simultâneas de forma competente e revela uma direção segura e ritmada. Ainda voltarei a falar mais de “O Inferno”, mas por enquanto fica a dica de mais um belo exercício cinematográfico, talvez enfraquecido por algumas atuações, mas imageticamente muito forte. Segue, abaixo, a visceral abertura do filme. Reparem como Tanovic consegue tirar beleza da mais pura crueldade.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Ato pela Democratização da Comunicação

 

Participe do ato público em Campinas proposto pela Abraço (Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária)  em defesa das rádios comunitárias  e com o apoio do Comitê pelo Direito de Lutar que reúne diversos movimentos e organizações sociais de Campinas e região. O Comitê pelo Direito de Lutar reúne as organizações que apoiam este ato: MTST, MST, MTD, Flaskô, Coletivo de Comunicadores Populares, Camará, PSTU, Conselho Regional de Psicologia, MNU - Movimento Negro Unificado, Coletivo Intervozes, Sindicato dos Radialistas do Estado de SP, Grupo Tortura Nunca Mais- SP,  Centro Acadêmico XVI de Abril (Direito PUCC).  

Hoje, a liberdade de expressão no Brasil só é realidade para 9 grandes famílias que controlam os grandes meios de comunicação. Vinte mil comunicadores de rádios pequenas estão sendo processados ou foram condenados por buscar exercer sua liberdade de expressão e seu direito à comunicação.  Uma política que defende os poderosos e condena a população ao silêncio se utiliza de uma legislação restritiva e da burocracia administrativa para deixar as rádios comunitárias na marginalidade. Emissoras que pediram legalização há mais de 10 anos ainda esperam pela resposta do poder público. 

As rádios comunitárias são importantes instrumentos de valorização das lutas sociais e da cultura local. Se as leis de comunicação neste país fossem realmente cumpridas, somente as rádios comunitárias existiriam. E seriam abolidas as emissoras comerciais que funcionam única e exclusivamente para a busca do lucro. É contra essa situação que condena muitos e protege alguns que vamos protestar. Se você defende a liberdade de expressão, não deixe que ela seja apropriada por poucos. Vamos dar voz aos que não tem voz.
 
Ato Público em Campinas pela Democratização da Comunicação 
19/08(quinta-feira) a partir das 11h - concentração na Flaskô

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Cia Parabelo convida



Maiores informações:
66765815
Obs: Em caso de chuva não haverá espetáculo.

Festival Flaskô - Fabrica de cultura


A Flaskô, o grupo de teatro Cassandras (Ana Luiza Junqueira, Bruna Lopes, Carolina Chmielewski e Sara Mello Neiva) e a Fábrica de Esportes e Cultura vêm convidar a todos para o Festival Flaskô Fábrica de Cultura, o primeiro festival de artes da Flaskô!

Apresentações de música, teatro, dança e mesas de debate. Dias 27, 28 e 29 de agosto (sexta, sábado e domingo). Para mais detalhes, acesse o site: http://festivalflasko.posterous.com
 
Caso queira fazer contato, basta escrever para festivalflasko@gmail.com
 
A Flaskô, fábrica que produz bombonas de plástico, foi ocupada pelos operários em junho de 2003. Desde então vem buscando sua estatização, com controle nas mãos dos trabalhadores. O grupo de teatro Cassandras, composto por atrizes formadas pela Unicamp, juntou-se à Flaskô com a vontade de construir nesse espaço um campo fértil para discussões entre a fábrica, os movimentos sociais, a comunidade acadêmica e a população local. Acreditamos que a arte pode desempenhar um papel importante nesse sentido, uma vez que, atuando no campo simbólico e na construção coletiva, pode dar indícios de uma vida menos pré-determinada, de uma sociedade mais apropriada de si. E assim trazemos a público o primeiro Festival Flaskô Fábrica de Cultura! Bóra lá!

sábado, 14 de agosto de 2010

Debate sobre arte e marxismo a partir do texto "Cultura e Arte ante a Objetificação dos Seres Humanos".

O debate ocorrerá no dia 19 de agosto, quinta-feira, pontualmente às 19:00, no Centro Cultural Mario Pedrosa (RUA TABATINGUERA, 318, PRÓXIMO À ESTAÇÃO SÉ DO METRÔ).

Este será o primeiro módulo da formação em arte e marxismo proposta pela Esquerda Marxista para o ano de 2010. Os outros dois módulos, cujos temas são "Indústria Cultural e Capitalismo Contemporâneo" e "A Cultura Popular Transformada em Mercadoria", ocorrerão no mês de setembro. Mais que apontar questões, buscar ações e estratégias que permitam a resistência e organização dos trabalhadores da arte neste momento que vivemos, a partir de nossas experiências e vivências.
"Não nos prendamos ao espetáculo da contestação, mas passemos à contestação do espetáculo."
Grafite do Maio de 68

3° Festival "A praça dos bonecos"

Sobrevento, Teatro Ventoforte, Pia Fraus, Truks, Ópera na Mala, As Graças, Teatro por um Triz, Imaginário, Mamulengo da Folia e Mão na Luva – alguns dos principais grupos de teatro de animação de São Paulo participam de evento que acontece até 17 de outubro, aos domingos, com acesso gratuito ao público.

Trata-se da 3ª edição do Festival A Praça dos Bonecos, uma iniciativa do Grupo Sobrevento, com o apoio do Programa de Ação Cultural da Secretaria de Estado da Cultura, do Governo do Estado de São Paulo.

O objetivo do evento é difundir a riqueza e diversidade do Teatro de Animação em uma área carente de atividades culturais do estilo, como é o caso do Parque Chácara das Flores, na Zona Leste da cidade.

Confira abaixo a programação:

08/08/2010: 15hAs Pelejas de Benedito com o Boi Surubim na Fazenda do Coronel Libório - Mamulengo da Folia

15/08/2010: 15hBonecos Aqui! - Grupo Sobrevento

22/08/2010: 15hA Benzedura da Caipora – Grupo Mão na Luva

29/08/2010: 15hOs Fantasmas da Ópera – Cia Ópera na Mala

05/09/2010: 15h - Gigantes de Ar - Pia Fraus

12/09/2010: 15h - Pinóquio Etc e Tal - Teatro por um Triz

19/09/2010: 15h - Poemas para Brincar - Cia.Teatral As Graças

26/09/2010: 15hUm Rio que Vem de Longe - Teatro Ventoforte

03/10/2010: 15h - Cidade Azul – Cia.Truks

10/10/2010: 15hMozart Moments – Grupo Sobrevento

17/10/2010: 19h - Cadê o meu Herói? - Grupo Sobrevento

SERVIÇO: 3ª edição do Festival A Praça dos Bonecos Data: Até 17 de outubro. Domingos, às 15h. (O espetáculo de encerramento será realizado às 19h). Local: Parque Chácara das Flores – Estrada Dom João Nery, 3551, Itaim Paulista Informações: (11) 2963-1055, 3399-3589, info@sobrevento.com.br ou http://www.sobrevento.com.br/ Entrada Franca

II Mostra de Mímica

Com o tema “Caminhos, Perspectivas e Diálogos da Criação”, acontece de 12 a 22 de agosto em São Paulo a II Mostra de Mímica Contemporânea, realizada pelo grupo Angatu, com o apoio do Programa de Ações Culturais da Secretaria de Estado da Cultura.

Nesse segundo ano do evento, serão realizadas palestras, workshops, espetáculos, e exposição, com participação de convidados de diferentes estados brasileiros e de fora do país. Estarão presentes: Helena Katz (PUC –SP), Antonio Alfredo Teles de Carvalho (UNEAL – AL/PB), Fernanda Carlos Borges (FECAP – SP), George Mascarenhas (Padma – BA), Deborah Moreira (Padma – BA), Ana Teixeira (Amok Teatro – RJ), Stéphane Brodt (Amok Teatro – RJ), Leela Alaniz (Cie. Pas de Dieux – Paris/França), Janaina Tupan (Platform 88 – Paris/França), Sebastien Loesener (Platform 88 – Paris/França), Marcya Harco e Paulo Drumond (Cia Lúdica – SP). Também está entre os convidados o diretor Thomas Leabhart (EUA), autor das principais obras sobre a Mímica Contemporânea e ex-assistente do grande nome da Mímica Moderna (Etienne Decroux – 1898-1991), que coordenará um treinamento voltado à criação cênica, além de uma palestra e apresentação de um espetáculo-demonstração.

Durante a mostra, haverá a exposição “Visíveis Urbanos”, que traz uma primeira parte histórico-conceitual sobre a Mímica Contemporânea, além de dialogar com as artes visuais de modo que o público faça parte das construções dos olhares sobre esta arte. Além disso, serão apresentados três novos espetáculos da Cia. Angatu “Darwin, tudo evolui exceto o coração dos homens”, “Corpo de Lama” e o infanto-juvenil “Altos e Baixos”. Todas as atividades da Mostra serão gratuitas e acontecerão na Oficina Cultural Oswald de Andrade.

Confira a programação completa em www.mimicas.com/iimimica.html

SERVIÇO: II Mostra de Mímica Contemporânea De 12 a 22 de agosto Local: O.C. Oswald de Andrade – R. Três Rios, 363, Bom Retiro, São Paulo/SP Informações: (11) 3221-5558 / 3222-2662 / oswalddeandrade@assaoc.org.br Para mais: www.mimicas.com Entrada franca

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Cinema para todos

Gostaria de compartilhar algo que, para mim, é um passo primordial para termos um salto qualitativo relevante enquanto sociedade, tomando o ponto de vista cultural como enfoque, nesse caso. Claro, que ações como essa devem ser muito mais constantes em todas as linguagens. Mas já é um grande passo.

Além disso, um dos motivos principais do qual ressalto a relevância dessa ação é que, infelizmente hoje "o cinema" - me refiro não só a realizadores, mas principalmente à formatação das leis de incentivo para cinema, já que no teatro a contrapartida social está inserida como critério principal de seleção -, no que diz respeito aos editais de DINHEIRO PUBLICO, parece ignorar a chamada CONTRAPARTIDA SOCIAL. Elemento simples de devolução ao povo daquilo que ele mesmo - O POVO - está investindo.

O programa Cinema para todos

O CINEMA PARA TODOS estimula e democratiza o acesso ao cinema provocando debates e reflexões dentro e fora das salas de aula. O Programa atua na formação de público para o cinema nacional através da distribuição de vales-ingresso gratuitos a alunos, professores e diretores da rede pública estadual.

O principal objetivo é levar alunos e educadores da Rede Pública Estadual aos cinemas de suas cidades gratuitamente para assistirem a filmes brasileiros. Possibilitar o acesso aos cinemas representa contribuir para a formação cultural das futuras gerações e para a valorização da produção audiovisual nacional.

Em sua segunda edição, o programa irá distribuir 800.000 vales-ingresso com a meta de atender a 25 municípios do Estado ao longo de 2010. Todas as cidades participantes possuem pelo menos um promotor que realiza visitas às escolas para divulgar o programa e distribuir os vales-ingresso aos alunos e educadores.

Os vales são aceitos nas salas de cinema conveniadas ao programa todos os dias da semana, em sessões de filmes nacionais, incluindo o período de férias escolares. A distribuição acontece para alunos do 9º ano do Ensino Fundamental, Ensino Médio e o Ensino de Jovens e Adultos (EJA) da Rede Estadual.

Maiores informações e programação: http://www.cinemaparatodos.rj.gov.br/

FESTIVAL DE BRASÍLIA ABRE INSCRIÇÕES PARA SUA 43º EDIÇÃO

Curta "Cerol", realizado pelo Coletivo Cinefusão, fez parte da seleção do último Festival

Estarão abertas, até o dia 30 de setembro, as inscrições para as mostras competitivas do 43º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, que será realizado entre os dias 23 e 30 de novembro de 2010. A ficha de inscrição e o regulamento estão disponíveis no site da Secretaria de Estado de Cultura do Distrito Federal, http://www.sc.df.gov.br/ e no http://www.festbrasilia.com.br/.

Cabe um debate acerca do fato de que, um dos maiores e mais reconhecidos festivais de cinema do Brasil, o Festival de Brasília ainda é um dos poucos que se mantém resistente ao separar os curta metragens digitais dos realizados em 35mm, destinando maior visibilidade e maiores prêmios a estes últimos. Como amante do cinema, também gosto mais da beleza do 35mm, mas talvez a democratização passe pela unificação dessa competição. Fica a provocação para que possamos discutir isso.

Mostras competitivas 
A mostra competitiva dos filmes em 35mm será composta por seis (06) filmes de longa-metragem e até doze (12) filmes em curta ou média-metragem, concluídos a partir de outubro de 2009, inéditos no Distrito Federal, preferencialmente inéditos no país e que não tenham obtido o prêmio de melhor filme do júri oficial em festival nacional.  

A mostra competitiva digital será composta por filmes de curta-metragem digital de até 20 minutos, captados em 8mm, 16mm ou em vídeo digital (resolução 720x480pixels), finalizados em BetaSP (analógico), concluídos a partir de outubro de 2009, inéditos no Distrito Federal e preferencialmente inéditos no país, incluindo na TV,  sendo que a duração do conjunto desses filmes não poderá ultrapassar 360 minutos.

Prêmios 
Para continuar fortalecendo a produção cinematográfica brasileira, o Festival premia várias categorias da área cinematográfica. Um total de R$ 555 mil em prêmios será conferido aos vencedores, sendo R$ 220 mil para longas-metragens em 35mm; R$ 70 mil para curtas ou médias-metragens em 35mm e R$ 65 mil para os curtas em formato digital.

O Júri Popular premiará dois títulos em 35mm, sendo um de R$ 30 mil para o melhor longa-metragem e um de R$ 20 mil ao melhor curta ou média-metragem. Além dos prêmios oficiais, há os que são concedidos pela Câmara Legislativa do DF, que distribuirá R$ 150 mil para  filmes produzidos em Brasília, e os prêmios de outros parceiros que distribuem serviços e/ou fazem aquisições de filmes, tais como Canal Brasil, TV Brasil, Estúdios Quanta, MegaColor, Centro de Pesquisadores do Cinema Brasileiro, Correio Braziliense, prêmio da Crítica e ABCV – Associação Brasiliense de Cinema e Vídeo.

 O belo curta "Recife Frio" que foi ovacionado no último Festival de Brasília

Banda faz pocket show com clássicos do cinema

A banda The Soundtrackers leva os clássicos do cinema à Livraria Cultura do shopping Bourbon (zona oeste de São Paulo), no próximo sábado (14).

A partir das 19h30, haverá a noite de autógrafos do novo DVD "Os Tocadores de Trilhas - Ao Vivo", além de um pocket show com cerca de dez músicas, incluindo "Ghostbusters", "Goonies" e "Summer Nights". O ingresso para participar do evento é um quilo de alimento não perecível.

O grupo, que usa figurinos caprichados e exibe trechos dos filmes campeões de bilheteria, é formado por Fábio Nogueira (voz), Rodrigo Rodrigues (violão e guitarra), Danilo Barbalaco (guitarra), Eron Guarnieri (teclados), Fabio Effori (baixo), Daniel Padovan (bateria) e Paula Marchesini (voz).

Bourbon Shopping - Livraria Cultura - r. Turiassu, 2.100, Perdizes, zona oeste, São Paulo, SP. Sáb. (14): 19h30. Ingr.: 1 kg de alimento não perecível. Classificação etária: livre.

Exposições resgatam a história de São Paulo

Coletivo Mapa Xilográfico desenvolve um projeto de investigação histórica dos bairros com o mapeamento das árvores

O Centro Cultural Mário Pedrosa recebe, a partir desta sexta-feira (13), a exposição Mapa Xilográfico Bela Vista-Bixiga, em São Paulo (SP).

A mostra é organizada pelo Coletivo Mapa Xilográfico e resulta de um trabalho de investigação realizado em 2009 com moradores do bairro paulistano, com enfoque nos temas de moradia e história negra do local.

O coletivo desenvolve, desde 2006, um projeto artístico de investigação histórica dos bairros/cidades, mediante o mapeamento das árvores cortadas nas ruas, utilizando-se da técnica da xilogravura (que consiste em fazer gravuras em relevo sobre madeira). Desta forma, o projeto relaciona, de forma simbólica, árvores e moradores como testemunhas do processo de urbanização e seus desdobramentos.

Em setembro, será a abertura da exposição Mapa Xilográfico Ibirapuera, na zona sul de São Paulo e, em outubro, do Mapa Xilográfico Cidade Dutra, no extremo-sul.

Cia Elevador Panorâmico oferece seminários sobre Shakepeare

Neste e no próximo fim de semana acontecerão uma série de seminários sobre o drmaturgo inglês William Shakespeare, no Sesc Santanta ás 14h30.

14/08 - Sábado - SHAKESPEARE E A ENCENAÇÃO - Fernando Yamamoto, Márcio Meirelles e Marcelo Lazzaratto
15/08 - Domingo - SHAKESPEARE E A TRADUÇÃO - Bárbara Heliodora e Christine Rohrig

E na próxima semana:

21/08 - Sábado - SHAKESPEARE E O IMAGINÁRIO - Prof. Ronaldo Marinsky e Prof. Maria Silvia Betti
22/08 - Domingo - SHAKESPEARE E O ATOR - Ailton Graça, Lígia Cortez e Maria Laura Nogueira

Maiores informações: www.elevadorpanoramico.com.br

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

King Rassan Orchestra hoje no Serralheria

Segue o convite para uma ótima apresentação hoje da "King Rassan orchestra":


Estréia das noites na Serralheria dedicadas a shows de grupos de soul-ska-funk. Nesta quinta, dia 12, a Serralheria recebe o grupoKING RASSAN ORCHESTRAque executa clássicos do Ska e apresenta re-interpretações de samba no estilo jamaicano. A noite promete ser um encontro dedicado a escuta dos sons e grooves nascidos nas américas e oriundos do continente africano. A formação do King Rassan é: Frank -trombone e backing vocals; Lei – sax tenor; Pipeta – trompete e backing vocals; Alemão – guitarra e vocal; Chebô – teclados; Guigo – baixo; Safa Soul – bateria. O show sempre com duas entradas 10h30 e 23h30 e muita discotecagem no bar e espaço de encontro da Serralheria.

Maiores informações: http://www.escapeserralheria.org/

Cineclube Consciência


Desde 2003, existiu em Jundiaí o cursinho pré-vestibular comunitário chamado Cursinho Consciência, fundado por alunos da Unicamp. Nesse espaço, o Professor de geopolítica, Adriano Santos mantinha uma iniciativa cineclubista, ao passar e discutir com seus alunos filmes relacionados com a sua matéria, atividade que durou até meados de 2006.

Por outro lado, houve uma iniciativa do Centro Cineclubista de São Paulo, na figura do Diogo Gomes dos Santos, cineclubista e cineasta, junto com a Prefeitura de Várzea Paulista, para promover um cineclube nesta cidade, no inicio de 2006, criando assim o Cineclube Estação Imagem.

Alguns participantes dessa iniciativa, moradores da cidade de Jundiaí e da região, levaram a experiência para os alunos do Cursinho Consciência e juntos desenvolveram o projeto de criação do Cineclube Consciência no espaço do cursinho. Essas atividades iniciaram em dia 24 de março de 2007, com a exibição do filme “Tempos Modernos” de Charles Chaplin, realizada num aparelho televisor.

Desde sua fundação, muita coisa mudou e a programação foi amadurecendo, a estrutura melhorada e os membros do cineclube participaram de Fóruns de Cineclubismo no estado de São Paulo, levando suas experiências e adquirindo novas.

Hoje, o cineclube conta com um projetor digital e aparelhagem de som. Já foram exibidos mais de 100 filmes e com eles vieram importantes convidados, a exemplo de:

- João Luiz de Brito Neto, Cineasta;
- Leopoldo Paulino, escritor do livro "Tempo de Resistência";
- Ivan Seixas e Rafael Martinelli, do Fórum Permanente dos Ex-Presos e Perseguidos Políticos do Estado de São Paulo;
- Luiz Lima, Historiador e Escritor;
- Toninho do diabo, Cineasta;
- Marcelo Muller e Mailin Millanês, ambos os cineastas com formação em Cuba;
- entre outros;

Além disso, o cineclube realizou o curta-metragem SOBREVIVA, resultado da “Oficina Básica de Criação Audiovisual” promovida pelo cineclube e que teve seu lançamento no dia 30 de agosto de 2008. O filme ficou em segundo lugar em dois festivais, ganhando o prêmio de melhor atriz no Festival Cine Favela de Heliópolis-SP. Em março de 2009, com o fim do Cursinho Consciência, o Cineclube teve como local de exibição a sede do Sindicato dos Bancários, onde funcionou até outubro de 2009. Depois de lá, tivemos como parceiro o Grupo Zama, onde exibimos cerca de três filmes antes de nos mudarmos para a Fatec no começo de 2010, nosso local de exibição atual.

Veja a programação e conheça mais sobre a iniciativa em: http://cineclubeconsciencia.blogspot.com/

"Sobreviva" (em 2 partes)

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

André Klotzel e "Reflexões de um Liquidificador"

 André Klotzel é diretor do irônico "A Marvada Carne"

Para enfrentar a crueldade da lógica neoliberal que joga pra escanteio os filmes que não são considerados blockbusters comercialmente viáveis, o cineasta André Klotzel decidiu mudar a estratégia de lançamento de seu novo filme "Reflexões de um Liquidificador", até mesmo como forma de protesto. Para tentar atingir um maior número de espectadores e evitar os famosos dois finais de semanas em cartaz, Klotzel resolveu ir contra o padrão de lançamento, fazendo a estreia em uma segunda-feira (último dia 10) e exclusivamente em uma sala no Espaço Unibanco, mas com o acordo de permanecer no mínimo 2 meses em cartaz. 

Além disso, dependendo da sessão escolhida, o preço do ingresso irá variar entre R$ 2 e R$10, bastante abaixo da média das salas de cinema. Por fim, em uma bela e generosa sacada, Klotzel determinou que, antes de cada uma das cinco exibições diárias, será projetado também um curta metragem diferente por sessão. 

Fica aqui a sugestão de um debate que podemos articular sobre o perverso sistema de distribuição cinematográfica no Brasil e também uma saudação a um cineasta que tem a coragem necessária para protestar e tentar driblar esse modelo. Fica também aqui um sincero agradecimento pelo espaço dado ao curta metragem, um formato que sofre grande preconceito no Brasil, mas que pode ter grande força artística. Convoco a todos a prestigiar "Reflexões de um Liquidificador", tanto pela iniciativa do cineasta, quanto pela sua trajetória artística de inquestionável relevância.

"Reflexões de um Liquidificador"
Espaço Unibanco Augusta - Sala 3
Horários: 14h - 16h - 18h - 20h - 22h

 

terça-feira, 10 de agosto de 2010

CURTA: Partido Alto "Vamo vadia ô nego?"

Sempre que compartilho alguma obra, seja aqui no blog ou mesmo na mais informal das conversas, tento repassar tudo aquilo que acredito ser relevante enquanto arte, que pressupõe crescimento, beleza, luta, estética. Nem sempre farei boas análises ou sequer análises.

Digo isso, principalmente, porque a obra sobre a qual me atrevo a falar hoje, me causou sensações tão particulares que não conseguiria exprimir em poucas ou quaisquer palavras. Isso seria empobrecê-la.
No entanto, de teimoso, tento.

"Partido Alto", dirigido por Leon Hirzsman, é humano. É a expressão sincera da virtude que brota junto ao subdesenvolvimento. Homens e mulheres que cantam e tocam, maravilhosamente, ao lado de mesas de madeira, cadeiras que não podem ser chamadas exatamente de sofisticadas. É a afronta à academia, através das palavras de Candeia. É belo. É a forma mais sincera de amor, não só ao samba, mas a tudo aquilo que é puro e, lastimavelmente, no final, devorado pelo mercado.

A arte se constrói assim como no partido alto. Temos uma base onde podemos improvisar e, em cima de erros, acertos, experimentos, algo nasce. Algo novo, vivo e que, definitivamente, não nasceu para ficar apenas pendurado em uma prateleira, com uma etiqueta marcada por um cifrão.


"O samba tem, hoje, muitos compromissos, que reduzem a criatividade dos sambistas aos limites ditados pelo grande espetáculo. No partido, porém, tudo acontece de um jeito mais espontâneo. Por isso sempre haverá partideiros. E o verso, de improviso ou não, refletirá as verdades sentidas na alma de cada um. Vamo vadia ô nego?"

Paulinho da Viola em "Partido Alto, Leo Hirzsman"

Cinefusão apoia trabalhadores da Rede cultura

Nesta segunda-feira (9/8), às16h, os trabalhadores da Rede Cultura se reuniram em assembléia para debater o plano de reestruturação anunciado recentemente pelo presidente da Fundação Padre Anchieta (mantenedora da rede), João Sayad.

As mudanças pretendidas pelos gestores da rede poderão acarretar a demissão de cerca de 1400 trabalhadores dos 2150 que integram a fundação. Somente a não renovação dos contratos com a TV Justiça e a TV Assembléia pretendida pela mantenedora levará à demissão de 400 funcionários.

A reestruturação prevê também a extinção de diversos programas que compõe a grade da TV Cultura, um das poucas emissoras públicas que ainda mantém uma produção de relativa qualidade. Programas como “Login” e “Manos e Minas” saíram do ar. Estão na mira agora os programas “Vitrine” e “Entrelinhas”, que foram suspensos temporariamente.

O Jornalismo da emissora também será reestruturado. A idéia é manter somente as produções realizadas em estúdio, com isso seriam dispensados todos os funcionários que trabalham com produções externas – cinegrafistas, produtores, entre outros.

A Fundação pretende transformar a TV Cultura numa espécie de reprodutora, ou seja, privilegiar a produções privadas, terceirizadas.

Projeto de privatização

Durante todos esses anos, a rede vem sofrendo com a diminuição de investimentos, a falta de repasses de verbas, assim como acontece com os serviços de saúde e educação. Tal política colocou a Rede Cultura no mercado, para concorrer com as emissoras privadas. “Ao jogar a Cultura no mundo da disputa do mercado o governo deixa de cumprir com suas obrigações, pois a emissora é pública, é patrimônio da população e, por isso, tem de servir aos anseios da população e não às estratégias de mercado”, aponta Raul Marcelo (psol). Por conta do descaso do governo Serra com o serviço público de comunicação, os equipamentos estão sucateados, os postos de trabalho estão precarizados e rede serve hoje como um enorme cabide de empregos.

Além do sub-financiamento, segundo o diretor do Sindicato dos Radialistas de São Paulo José Marcos, “ninguém sabe para onde vai a verba que vem da venda de produtos da Cultura, como comerciais, programas e outras produções”.

“Sayad acredita que é a Cultura é uma TV ‘velha’, que não precisa do espaço que tem hoje e nem de tantos trabalhadores”, conta José Marcos.

A próxima assembléia acontece na quinta-feira (12/8), às 14h, após a reunião da presidência da mantenedora com representantes do Sindicato dos Jornalistas, Sindicato dos Radialistas e da CUT (Central Única dos Trabalhadores).

Matéria editada, fonte: http://raulmarcelo.com.br/2010/2010/08/09/raul-marcelo-declara-apoio-aos-funcionarios-da-tv-cultura/

Para saber mais, leia também matéria publicada pela Carta Capital e a entrevista concedida pelo jornalista Laurindo Leal à revista.